Tempos bons… quando os valores ditavam a moda

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Não faz muito tempo, eu abri o cofre das recordações e lá encontrei bem no canto de uma pequena gaveta onde guardava as moedas quando essas ainda mantinham o seu real valor durante longo tempo , um pedaço de papel amarrotado, roto e amarelado, onde eu havia escrito alguns conceitos de vida que hoje pretendo rememorá-los.

Segundo a minha visão de vida, eu pensava e ainda continuo pensando o seguinte:

Se não estivesse tão fora de moda… iria falar de Deus, esse ser supremo a quem devemos a própria vida e hoje tão esquecido por uma expressiva parte do povo, sendo que , na casa de alguns deles é até proibida a sua entrada.

Se não estivesse tão fora de moda… iria falar da verdade, esse valor tão raro nos tempos atuais, quando muitos preferem negar a mesma para poder esconder seus delitos.

Se não estivesse tão fora de moda… iria falar de Amor, daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo.. Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem…Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.

Se não estivesse tão fora de moda…Eu iria falar de Sinceridade, sabe, aquele negócio antigo de Fidelidade…

Respeito mútuo…e aquelas outras coisas que deixaram de ter valor? Aquela sensação que embriaga mais que a bebida; que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas…A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir…

Se não estivesse tão fora de moda… Eu iria falar em Amizade. Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem bem…O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro e vice- versa. A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar…

Se não estivesse tão fora de moda.. eu iria falar em Gratidão, não a gratidão que é exercida como moeda de troca por favores recebidos, pois a isso chamamos de escambo de deveres, mas pelo reconhecimento espontâneo e sincero que devemos executá-lo através da nossa espiritualidade.

Se não estivesse tão fora de moda…Eu iria falar em Família. Sim…Família! Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões. Pai, Mãe, Irmãos, Irmãs, Filhos, Lar…  Aquele bem maior de ter uma comunidade unida, pelos laços sangüíneos e protegida pelas bênçãos divinais.

Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias…Em vez de ser assim como manda o sentimento da racionalidade humana, a vida caminha segundo diz os versos do poeta: “ O Homem que nesta terra miserável mora entre feras, sente inevitavelmente a necessidade de também ser fera”.

Depois de tudo, eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como… a Felicidade. Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo viajou para lugar incerto e não sabido, por se sentir tão fora de moda, dando seu lugar aos modismos da civilização atual…

Ainda assim, gostaria que a nossa vida fosse repleta desses valores tão fora de moda, mas que, sem dúvida, fazem a diferença!

*O autor é empresário aposentado ([email protected])

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