TCE vai debater problemas de infraestrutura em Manaus e na RMM

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), por meio da Escola de Contas Públicas (ECP), vai realizar, no início do mês de junho, um seminário para debater problemas de infraestrutura na capital e Região Metropolitana. Temas como asfaltamento, transporte coletivo, resíduos sólidos e cemitérios entrarão na pauta do debate, que irá reunir órgãos das administrações direta do Estado e de Manaus, além de representantes das prefeituras do interior e da sociedade civil, para juntos identificarem os entraves e providenciarem um planejamento de ações.

O encontro, que visa colaborar com a governança, foi sugerido pelo coordenador da ECP e relator das contas gerais do governo do Estado e Prefeitura de Manaus do ano de 2019, conselheiro Ari Moutinho Júnior, durante a sessão do pleno, nesta terça-feira (7), e aceito pela conselheira-presidente Yara Lins dos Santos e demais membros do colegiado.

A ideia do debate surgiu após o conselheiro Júlio Pinheiro manifestar, durante a 13ª sessão, preocupação em relação à durabilidade da massa asfáltica na capital, no interior e nas rodovias estaduais e ainda relembrar da necessidade do acompanhamento, pelo TCE, da Operação Tapa-Buraco durante o verão em Manaus. Na ocasião, o conselheiro também citou a situação do lixão de Manaus e outros assuntos levantados no colegiado.

Na sessão, a conselheira Yara Lins dos Santos relembrou que o TCE, por meio de convênios, vem fazendo o acompanhamento das obras de pavimentação realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e pela Prefeitura de Manaus desde o ano passado, mas acatou a sugestão do conselheiro Ari Moutinho Júnior, que pretende, durante o seminário, fazer um levantamento junto aos jurisdicionados do que foi gasto nas respectivas áreas e, ainda, elaborar um planejamento com programação de execução, para que a sociedade acompanhe.

Debate com sociedade e jurisdicionados

Segundo o conselheiro Ari Moutinho Júnior, a ideia é ampliar o debate e convidar, além dos jurisdicionados, membros da sociedade civil, empresário e representantes de conselhos, como o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), órgão colegiado vinculado ao gabinete do governador, para discutirem ainda sobre o lixão de Manaus, o transporte coletivo, entre outros pontos.

“O trabalho dessa Corte de Contas não só multar, não só fiscalizar. É muito importante continuarmos atuando na prevenção, por isso queremos fazer esse seminário para discutir e planejar as cidades, de forma colaborativa, em relação a esses vários temas. A ideia é sairmos com metas a curto, médio e longo prazo. Queremos saber a real necessidade do que está acontecendo, queremos ter um planejamento, uma programação, para que o cidadão possa saber o que acontecerá no ano de 2019 em várias áreas. O controle externo acompanhará de forma exaustiva para evitar desperdício”, enfatizou o conselheiro Ari Moutinho Júnior.

Ao falar de asfalto, o conselheiro Josué Filho relembrou que, no caso de Manaus devido ao solo, é necessário trabalhar na base para evitar desperdício, antes de colocar a massa asfáltica e ainda pactuar nos contratos que a empresa vencedora seja a responsável pela manutenção das vias asfaltadas. O vice-presidente do TCE, conselheiro Mario de Mello, ao elogiar a ideia do seminário, afirmou que vai apoiar a realização do evento.​

Qual Sua Opinião? Comente:

Este post tem 2 comentários

  1. NEY M CARDOSO

    Seminário só serve para iludir a população. Tendo em vista que na prática não há resultados. O TCE-AM já falou várias vezes que iria fiscalizar os serviços públicos municipais em relação a recuperação das vias públicas municipais, fato este que até hoje não apresentaram um relatório com os resultados. Hoje Manaus que é a capital metropolitana do Amazonas tem hoje grandes problemas, são sinalizações irregulares sem a tinta refletiva, blocos de concreto que são proibidos pelo CTB e estão colocados em diversas vias públicas sem pintura refletiva, asfalto de péssima qualidade aonde encontramos diversas vias públicas com buracos e ondulações. Ônibus velhos e sem ar condicionados, totalmente sucateados. Agentes de trânsito sem capacitação, aonde passam o dia inteiro com uma máquina na mão multando e tratando a população com total falta de educação, a sinalização semáforos antigos sem cronômetro. Paradas de ônibus sem a proteção contra chuva e sol e iluminação, e muitas destas estão colocadas irregulares como próximo a cruzamento e semáforos. A sugestão que podemos dar é que chamem o Conselho Federal de Engenharia para fazerem parte deste projeto, tendo em vista a necessidade de termos profissionais qualificados e preparados para assessorar o TCE-AM. Tem que montar estratégia visando coletar o máximo de informações e em seguida montar um grupo visando desenvolver projetos e controles. Nossos deputados estaduais e vereadores tem somente que regulamenta as leis e decretos necessários. É bom lembrar que todos estarão neste evento como representante do POVO (aquele que vota) não há líder de nenhum governo.

  2. NEY M CARDOSO

    O lixão de Manaus tem que ser desativado e é necessário reparar os prejuízos ambientais causados. A prefeitura de Manaus precisa urgentemente criar uma indústria de reciclagem para o lixo doméstico. Tem que recuperar o igarape da Ponte da Bolívia e dos Taruma. Até hoje a justiça não mandou fechar o lixão de Manaus que é a capital metropolitana do Amazonas.

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