Servidores da saúde “espiam” negociação pelo vidro. Proposta não agradou

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A reunião da Mesa de Negociação da Saúde, ocorrida hoje na sede da Secretaria de Estado da Saúde, serviu para apresentar as contra-proposta do Governo á pauta de reivindicações da categoria. Proibidos de participar, servidores que não são diretores dos sindicatos acompanharam o encontro pelo vidro, do pátio do prédio. Os 7,08% de reposição imediata não agradaram. Não está descartada uma greve.

“Foi um balde de água fria”, disse um dirigente sindical ouvido pelo blog há pouco. “Decidimos pedir uma semana de prazo para ruminar as propostas do governo, que ficaram muito abaixo tanto diante das nossas propostas quanto diante das ofertas já anunciadas para a educação e da segurança, que inclusive já está recebendo os novos valores salariais”, acrescentou.

Haverá assembleias dos servidores no sábado, na terça e na quarta feiras próximas. “Entendemos que o governo ofereceu muito pouco e que há sim espaço percentual suficiente para melhorar a proposta tendo em vista que as perdas salariais são enormes e muito antigas e o trabalhador da saúde não pode mais ficar aguardando para a recomposição salarial do poder de compra”, diz a liderança.

O Governo ofereceu 7,08% de reposição das datas base de 2017 e 2018, para ser pago em maio/18; parcelamento em quatro anos (até 2022) dos 17,44% restantes de 2015 e 2016, somados às datas base de cada ano até 2022, além de aumentar o vale alimentação de R$ 220 para R$ 320 somente em junho.

As entidades sindicais resolveram apenas receber as propostas, mas trabalhar na construção de uma nova contra-proposta, não sem antes analisar com o conjunto dos servidores, que em última instância decidem se aceitam ou não.

 

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