Saiba quem são as mulheres que compõem a bancada coletiva, grande sensação da eleição para vereador em Manaus

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Elas tiveram 7.662 votos, ficaram em quinto lugar na eleição para vereador em Manaus, mas não estarão na Câmara Municipal porque o partido delas, o PSol, atingiu apenas 10.097 votos no total, insuficientes para eleger um representante. Ainda assim, a Bancada Coletiva, que adotou uma fórmula já usada em outras cidades, inclusive no exterior, acabou sendo a grande sensação na eleição proporcional de Manaus.

A ideia da Bancada Coletiva consiste no seguinte: um grupo de candidatos se reúne, monta uma plataforma e se faz representar na urna por apenas um deles. Na prática, entretanto, o acordo é que, uma vez eleitos, todos exerçam o mandato com as mesmas prerrogativas. No caso de Manaus foram cinco mulheres cujo objetivo era construir uma forma diferente de fazer política com foco na transparência, na diversidade na política e na participação comunitária.

Elas defendem uma política mais afetiva, que inclua pessoas comuns e pessoas que historicamente foram afastadas da política: mulheres, pessoas negras, LGBT’s e mães.

Não é a primeira vez que uma candidatura consegue uma grande quantidade de votos, mas não chega à Câmara Municipal. Em 1988 o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Ricardo Moraes (PT), foi o segundo mais votado para vereador, mas o partido não fez votos suficientes para elegê-lo. Dois anos depois ele se elegeu deputado federal.

Saiba quem são as cinco mulheres que impressionaram pela votação:

Alessandrine Silva – A estudante de Direito e ativista materna começou seu trabalho em movimentos de rua desde a pré-adolescência. De movimentos estudantis até uma ONG que luta contra a violência obstétrica, a trajetória da co-candidata trata principalmente de dois pontos : qualidade de vida e direitos para mulheres mães e infância saudável, que engloba desde o nascimento com respeito à mãe até a educação de qualidade.

Patrícia Andrade – Apaixonada por banhos no Rio Negro e ritmos musicais amazonenses. Patrícia Andrade é uma mulher negra, de resistência, mãe de dois filhos e líder comunitária há mais de 20 anos. Ela acredita que a participação popular é essencial para transformar a forma de fazer política.

Michelle Andrews – Ativista dos movimentos feminista e negro em Manaus, Michelle é produtora cultural e contribui intelectualmente e como mão de obra em projetos de acesso à cultura na cidade. Ela acredita que o acesso a cultura e o fortalecimento da sociedade civil organizada é um dos passos para mudanças sociais significativas na capital amazonense. Foi o nome dela que apareceu na urna, acompanhado da designação Bancada Coletiva.

Nicole Fernandes – A assistente social Nicole Fernandes iniciou o  seu ativismo no movimento estudantil e hoje participa dos movimentos Feminista e Negro da cidade, além de compor a Coordenação Nacional de Mulheres da tendência Primavera Socialista do PSOL AM.  Sua proposta de atuação como candidata busca a promoção de Justiça Social , enfatizando a política de Assistência Social e as pautas de negritude e feminismos.

Silvia Silvitcha – Filósofa por formação, graduanda em Ciências Sociais na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ativista pela educação desde que viu o pai se alfabetizando já idoso e antiproibicionista desde que viu os efeitos nocivos da guerra às drogas na sociedade. Silvia como mulher bissexual luta por um educação acolhedora e que realmente transforme a vida das pessoas.

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