Ruas do Distrito: o descaso com o lugar de onde sai quase todo o dinheiro que circula no Estado

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DEPUTADOS NO DI

Todo mundo sabe que o Amazonas seria um dos piores lugares do Brasil para se viver se os militares não tivessem implantado aqui a Zona Franca de Manaus, em 1967. Todo mundo sabe também que é das indústrias instaladas na cidade que sai mais de 90% do volume de impostos arrecadados por aqui. O estado das ruas do Distrito Industrial de Manaus, entretanto, mostra a extrema irresponsabilidade com que o Amazonas e sua capital tratam esta jóia da coroa. Uma comissão de deputados estaduais que passou por ali na sexta-feira constatou a lamentável dituação em que se encontram aquelas vias.

Em qualquer outro lugar do mundo a própria prefeitura ou o governo local estariam tratando as ruas de seu pólo industrial como ouro em pó. Não deixariam surgir ali um único buraco. Mas por aqui os governantes entendem que é o governo federal que deveria cuidar do logradouro e viram as costas para sua principal fonte de renda.

Assim que soube da visita dos deputados, a secretária de Infraestrutura do Estado, Waldívia Alencar, apressou-se em distribuir um release à imprensa prometendo a retomada imediata das obras no Distrito. Segundo ela, mais de 40% do cronograma de obras estão concluídos – todas as ruas já teriam recebido algum tipo de serviço, seja de drenagem superficial, drenagem profunda, calçada, meio fio, sarjeta, terraplanagem e recapeamento. O convênio que prevê e revitalização de 33 ruas e a implantação de três outras, a Aninga, Tento e Miri Miri, com investimentos da ordem de R$ 104,5 milhões, firmado entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus e a Seinfra. Ou seja, é dinheiro federal, como queriam os governantes,

Só que não foi exatamente o que a secretária falou que os deputados viram. Wanderley Dallas (PNMDB), José Ricardo Weddling (PT), Alessandra Campelo (PC do B) e Dermilson Chagas (PDT) andaram pelo sistema viário, por sugestão deste último, e só constaram problemas.

“É hora de todos assumirem suas responsabilidades, pois o abandono representa um prejuízo para a economia e um sofrimento para a população”, disse Alessandra.

“A inspeção pode constatar in loco a falta de estrutura e estado de abandono em que se encontram as vias, submetendo a risco de acidentes graves os transeuntes”, afirmou Dallas.

É inaceitável que a situação continue assim.

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