A coligação “O Começo de uma grande mudança”, formada pela REDE-PSOL, explicou hoje por que não assinou, junto com outros seis candidatos, o pedido de prorrogação das eleições por mais uma semana. “Como força política independente e coerente com seus princípios democráticos, manifestamos publicamente a defesa intransigente da eleição direta para o Governo do Amazonas, de acordo com o calendário já definido pelo Tribunal Regional Eleitoral, assegurando ao povo amazonense o direito de escolher livremente o seu governante em 6 de agosto”, diz nota distribuída pelo grupo, que tem o deputado Luiz Castro (Rede) como candidato a governador.
“Fomos os primeiros, dentre outras duas coligações, a recorrer ao STF contra a decisão do ministro Lewandowski, que suspendeu a eleição suplementar direta. Nossos argumentos jurídicos consistentes e inequívocos, foram decisivos para restaurar o processo eleitoral direto no Amazonas. Não nos omitimos diante de um quadro de incerteza jurídica, com consequências prejudiciais ao Estado do Amazonas, agravadas pela crise econômica, política e ética por que passa o País”, prossegue a nota.
“Reafirmamos, portanto, a linha de independência, de coerência e de valores democráticos, que nos movem no fazer político, colocando a vontade coletiva da população amazonense acima de interesses escusos ou de manobras de grupos políticos que se articulam nos bastidores para tentar adiar a eleição, com a intenção de tumultuar e cancelar o processo eleitoral. A REDE e o PSOL não se curvarão à lógica dos grupos que tentam se manter no poder a qualquer custo, passando por cima da vontade popular. Nossa posição é clara: não participamos de conchavos ou acordos urdidos nos bastidores”, ataca.
“Participamos sim, do processo eleitoral com o compromisso de oferecer ao povo amazonense uma alternativa diferente de governar o Amazonas com transparência, com visão inovadora da gestão pública, colocando o interesse coletivo acima dos grupos de privilegiados que dominam a política no Amazonas há 34 anos. Temos em nossas mãos a oportunidade de construir uma rede de esperança e, junto com as forças vivas da sociedade amazonense, faremos a grande mudança que o Amazonas precisa”, conclui a nota.
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