Receio de Temer sobre a reação de Braga segura Rebecca na Suframa e a tira da disputa pela prefeitura

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O presidente Michel Temer decidiu não arriscar ter um dos mais destacados senadores do seu partido na oposição ao governo e vetou a troca de comando na Superintendência da Zona Franca de Manaus, que já havia sido até comemorada pelo deputado Silas Câmara pelo senador Omar Aziz. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, bispo Marcos Pereira, já havia autorizado a indicação de outro nome para substituir Rebecca Garcia, que passou os últimos dias preparando a própria saída e o lançamento da campanha à Prefeitura de Manaus.

Rebecca foi indicada ao cargo pelo então ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga. O trabalho dela, eminentemente técnico, vem sendo elogiado no Pólo Industrial de Manaus. Ocorre que, depois de votar a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, o senador Omar Aziz e o deputado Silas Câmara, correligionário de Marcos Pereira, entenderam que era hora de reivindicar o mais destacado cargo federal do Estado. E o fizeram. A troca só não ocorreu porque o presidente interino foi alertado por auxiliares próximos de que a decisão jogaria Braga de vez na oposição ao governo, o que poderia contaminar outros senadores do PMDB.

Com o recuo, a candidatura do deputado Marcos Rotta à prefeitura de Manaus volta a ser viabilizada. Se Rebecca decidisse se candidatar, ele dificilmente teria condições de concorrer, uma vez que apresenta há mais de uma década o programa “Exija Seus Direitos” na Band Manaus, de propriedade da família dela.

Omar e Silas prometem não desistir de derrubar a superintendente. O primeiro por causa da rixa que mantém com Braga. E o segundo por achar que um aliado no cargo catapultaria sua candidatura a prefeito de Manaus. Nunca é demais lembrar que está para ser liberado o recurso necessário para a recuperação das ruas do Distrito Industrial – a bagatela de R$ 150 milhões. Rebecca quer repassar o valor à prefeitura, por meio de convênio. Já Silas orientaria um eventual aliado no comando da Suframa a conveniar com o Estado, tirando de Arthur Neto esse benefício.

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