O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, determinou nessa quarta-feira (12) que o Conselho de Ética do diretório municipal da sigla, em Manaus, promova a instauração de processo ético-disciplonar contra o filiado Alfredo Alexandre de Menezez Júnior (Coronel Menezes), por violação dos deveres partidários
A decisão ocorre após Menezes chamar o presidente municipal do partido, deputado federal Capitão Alberto Neto, de “Judas”, “duas caras” e “moleque”, durante live em que critica o voto contrário do parlamentar contra a reforma tributária, cujo texto foi aprovado na semana passada na Câmara.
Menezes afirma que Alberto Neto, o único deputado do estado a votar contra a reforma, traiu o Amazonas ao votar contra o texto, cuja proposta garante a competitividade e os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Após o ataque, Alberto Neto ingressou com denúncia junto ao diretório nacional do partido apontando que Menezes infringiu artigos do Código de Ética do Partido Liberal.
O voto
O voto de Alberto Neto contrário à reforma seguiu com a orientação do partido e do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, mas é considerado presidente de honra do PL.
Bolsonaro, que é compadre de Menezes, orientou os filiados a votarem contra a reforma. Apesar de não ser seguido por certa parcela dos parlamentares, pelo Amazonas, o deputado Alberto Neto acatou o pedido do ex-presidente.
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