Prefeitura de Itacoatiara consumiu mais de R$ 9 milhões em combustível em um mês

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on print
Depois de uma contratação homologada no dia 27 de dezembro do ano passado, a Prefeitura de Itacoatiara consumiu mais de R$ 9,5 milhões em combustível no prazo de um mês, a partir do dia 6 de janeiro deste ano. O fato causou estranheza a funcionários e órgãos de fiscalização, que já o investigam. Um áudio em que o secretário de governo, Márcio Souza (na foto com o prefeito Antonio Peixoto, do PT) e a chefe de gabinete  Tatiana Menezes pedem ao presidente da Comissão Geral de Licitação, Leonardo Calderaro Filho, que favoreça o “Posto Adriano”, vencedor do certame, passou a circular na cidade desde o último final de semana, reforçando suspeitas sobre a transação (ouça ao final da postagem).

Em apenas um dia, 6 de janeiro, a Prefeitura contratou R$ 5,4 milhões em combustíveis e derivados, para sete secretarias, junto à empresa Adriano Marques Franco-ME, dona do “Posto Adriano”. A firma foi contratada por meio de Ata de Registro de Preços, depois que o pregão presencial de número 020/2019, marcado para 14 de outubro do ano passado, foi suspenso. O valor total do contrato foi de R$ 9.505.979,52.

As contratações continuaram, de modo que em menos de um mês, a Prefeitura contratou o montante de R$ 7.062.316,52 da mesma empresa, aproximadamente 75% do valor global do contrato.  Curiosamente, o maior montante foi destinado à Secretaria Municipal do Interior – R$ 1.683.120,00, seguida das Secretarias de Saúde – R$ 1.657.200,00; Educação – R$ 1.284, 481; Infraestrutura – R$ 574.480,00; Juventude, Esporte e Lazer – R$ 179.904,00; Desenvolvimento Econômico e Articulação Política – R$ 3.499,20.

Até o dia 3 de fevereiro outras seis secretarias receberam, juntas, o total de R$ 1.679.632,32. Isso encerrou o valor global do contrato.

Pelo fornecimento, o “Posto Adriano” cobrou R$ 4,86 no litro da gasolina. Curiosamente, nos postos de Itacoatiara produto custa em média R$ 3,59, preço menos que o cobrado em Manaus. Considerando-se o montante fornecido, a diferença é de  R$ 1.4 ,milhão.

O caso já foi comunicado ao Ministério Público do Estado, com pedido de instauração de inquérito criminal com base no artigo 90 da Lei 8.666/1993 (Lei de Licitações). Para servidores da Prefeitura que encaminharam a denúncia, há elementos para oferecimento de Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa

GESTÃO TUMULTUADA

Nos últimos meses a gestão do prefeito Antonio Peixoto tem sido tumultuada com várias confusões registradas em processos licitatórios. O blog apurou que já há um pedido de instauração de outro inquérito criminal contra o presidente da Comissão de Licitação, junto ao Ministério Público do Amazonas, por conta do pregão do transporte escolar fluvial e um boletim de ocorrência no Distrito Integrado de Polícia de Itacoatiara, registrado por um dos concorrentes da licitação que pretendia contratar empresa para pavimentação das ruas da sede municipal.

A Prefeitura não se manifestou sobre o assunto.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta