Praticantes de tênis de mesa têm que pagar para usar quadra pública da Vila Olímpica

A quadra 4 da Vila Olímpica de Manaus, que foi totalmente reformada em 2017, continua fechada para os atletas de tênis de mesa e agora um comunicado da Federação da modalidade, do final do ano passado, informa que será cbrado R$ 40 de quem quiser usar o espaço para as tradicionais “peladas” de domingo, entre 9h e 11h.

O local é utilizado para “peladas” desde 1992. Dali saíram vários campeões, alguns com sucesso internacional. Em 2015 o ex-presidente da Federação, José Paulo de Melo Netto, começou a cobrar pelo uso da quadra, que é pública. Pouco depois disso atletas renomados se uniram, fizeram uma série de denúncias contra ele e conseguiram o afastamento do dirigente, em 30 de junho de 2016.

Pouco antes disso, em meador de abril daquele mesmo ano, a quadra entrou em reforma e foi fechada. Só abriu depois da pressão e de uma denúncia do blog.

A escolinha da Vila Olímpica voltou para a quadra 4, e o Centro de Alto Rendimento vai voltar agora em 2019, sob a coordenação do atual presidente da Federação, Israel de Azevedo Barreto, técnico que poderá chamar auxiliares para auxiliá-lo, contratados pela Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer.

Apenas em novembro de 2017 José Paulo de Melo Netto foi definitivamente afastado da direção da Federação, mas naquela ocasião todos os membros do Conselho Fiscal também foram destituídos e ninguém mais foi nomeado, o que impede hoje que os atos da entidade sejam questionados.

Quem acaba ganhando com a cobrança para a utilização da estrutura pública são os donos dos cinco clubes particulares de Manaus, que mantêm seus alunos e atletas sob tutela.

Praticantes de tênis de mesa que procuraram o blog estão apelando ao novo secretário de Esportes, Caio André, e ao governador Wilson Lima, para que intervenham na situação e liberem o uso da quadra pública pelo menos aos domingos, para as “peladas”.

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