Policiais que trabalham desativando bombas precisam entender de química, física e eletrônica. Saiba como eles se preparam

No dia 27 de fevereiro, é celebrado o Dia do Técnico Explosivista no estado do Amazonas, uma data dedicada a reconhecer a coragem e o profissionalismo dos especialistas responsáveis por desativar artefatos explosivos. Na Polícia Militar do Amazonas (PMAM), esses profissionais desempenham um papel vital na preservação de vidas e na manutenção da ordem, e eles estão diretamente ligados ao Grupamento de Manejo em Artefatos Explosivos (MARTE).

Segundo o comandante do grupamento Marte, capitão PM Paulo Victor, o técnico explosivista para corporação, e para a segurança pública do Estado, é de grande importância, uma vez que as ações criminosas com uso do explosivo estão intimamente ligadas as ações de terrorismo não só no Brasil, mas como no mundo. Logo, a atuação desses profissionais em proporcionar a segurança acontece em todas as esferas. Atualmente, são sete policiais militares ativos no grupamento Marte, como técnico explosivista.

“Os nossos técnicos, policiais militares pertencentes ao grupamento Marte, têm dois cursos de especialização: o técnico de busca e localização, que vai nos auxiliar em uma ocorrência de ameaça a bomba, até que seja encontrado um objeto suspeito. A partir de então, um técnico explosivista, que é o segundo curso, vai entrar em ação com treinamento e habilitado para fazer a destruição e neutralização ou até mesmo a desativação desses artefatos”, explicou o capitão.

O treinamento de um técnico em localização dura em média um mês e o técnico explosivista policial é no mínimo de três meses. Durante esse período do curso, são abordadas várias matérias, entre elas Química, Física, até a Eletrônica Aplicada; e outros assuntos técnicos essenciais para identificar e neutralizar diferentes tipos de materiais explosivos.

Esse preparo minucioso permite que esses especialistas ajam com rapidez e precisão em situações de alto risco. Cada ocorrência varia o modo operacional, pois em cada caso a característica do material gera um diagnóstico em como proceder em determinada ocorrência, para assim, após a identificação dos componentes, tomar medidas corretas para a melhor forma de segurança da operação.

Em todas as atuações, além do conhecimento intelectual, a tecnologia é uma das principais aliadas nas ocorrências com artefatos. O grupamento Marte tem aparelhamentos especializados com equipamentos de proteção: como o traje antibomba; equipamentos de observação à distância, como o robô; equipamentos de manuseio; equipamentos de investigação, como é o caso do raio x; para que se possa ser realizada a avaliação e reconhecimento daquele artefato antes que o policial militar precise se aproximar dele.

Também os equipamentos de contra medida, como o canhão de exopto que é capaz, por exemplo, de destruir um artefato explosivo sem detonar o explosivo que está presente naquele artefato.

“O trabalho dos técnicos explosivistas é fundamental para proteger a população e manter a ordem pública em situações de risco. Nossos policiais militares são treinados para agir com calma e precisão, garantindo que qualquer ameaça seja neutralizada com segurança”, afirma o comandante do grupamento Marte.

É através do trabalho incansável e altamente especializado desses profissionais que, a Polícia Militar do Amazonas reforça o compromisso da segurança da comunidade, demonstrando que a preparação e a tecnologia são armas poderosas na luta contra o crime e o terrorismo.

Comemoração da data        

No dia 27 de fevereiro é comemorado o Dia do Policial Perito e Técnico Explosivista, a lei foi de autoria do Deputado Estadual Cabo Maciel.

Na data de 28 de novembro de 2011 foi sancionada a Lei nº. 3.669, de 28 de novembro de 2011, instituído o Dia 27 de fevereiro, como sendo o dia do Policial Perito e Técnico Explosivista, a ser comemorada todos os anos.

A data de 27 de fevereiro, traz-nos a memória o grave “acidente de trabalho” que vitimou de forma fatal três peritos da Polícia Federal, em Manaus/AM, no laboratório de bioquímica da Polícia Federal, ao tentarem desarticular oito bombas de fabricação caseira, que estavam sendo usadas de maneira criminosa para pesca artesanal.

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