Polícia Federal deflagra nova fase da operação “Sangria” em Manaus

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A Polícia Federal deflagrou hoje uma nova fase da Operação “Sangria”, para investigar possíveis desvios na área de saúde, com utilização de recursos destinados pela União para o combate à pandemia da Covid-19. As primeiras informações dão conta de que empresários e políticos são os alvos.

O vice-governador, Carlos Almeida (sem partido) e o ex-secretário Rodrigo Tobias estão entre os alvos da nova fase.

Foram expedidos pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, cinco mandados de prisão e nove de busca e apreensão. A Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal também participam da ação.

São investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da operação, verificou-se que uma empresa comercializadora de vinhos, utilizando-se de empréstimo de dinheiro, adquiriu de uma empresa local os respiradores pulmonares. Em seguida, revendeu-os ao Estado do Amazonas com preço superfaturado. Já o dinheiro recebido pelo Governo do Amazonas foi remetido ao exterior, para uma empresa aparentemente de fachada.

A partir dos elementos de prova angariados após o cumprimento dos mandados judiciais na primeira fase, identificou-se que mais funcionários do alto escalão da Secretaria de Saúde do Amazonas também participaram do processo de contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, segundo a PF.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que uma revendedora de vinhos tenha sido utilizada para desviar recursos públicos que deveriam ser destinados ao sistema de saúde.

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