PF confundiu pesquisa qualitativa com compra de voto, no caso das prisões em Manaus

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É raro, mas aconteceu. A Polícia Federal errou ao prender, na noite desta terça-feira (10) a proprietária da empresa de Pesquisa Centro de Estudos e Pesquisas da Amazônia (Cepam) e profissionais de marketing que tinham acabado de realizar uma pesquisa qualitativa relacionada ao programa eleitoral gratuito de TV veiculado minutos antes pelo candidato Ricardo Nicolau (PSD). Os envelopes com R$ 80 eram na verdade o pagamento aos participantes do levantamento.

Pesquisas qualitativas são aquelas em que a empresa reúne um grupo de pessoas de determinado extrato social para ouvi-las sobre algum assunto, geralmente relacionado a campanhas eleitorais, mediante pagamento de um valor. Era o que estava acontecendo na sala 308 do edifício Atrium quando os policiais chegaram.

No momento em que ocorreu a ação, oito pessoas participavam da pesquisa e foram remunerados para isso. Os policiais conduziram todas à sede da PF para atuarem como testemunhas de possível compra de voto, mas tudo o que conseguiram foi que elas informassem exatamente o que estava acontecendo.

Gordinho está revoltada e impossibilitada de trabalhar, já que equipamentos, computadores e celulares pessoais e da empresa foram recolhidos pela Polícia Federal. Ela chegou a convidar os policiais a assistir os vídeos da pesquisa, mas eles não quiseram.

Na ação realizada pela Polícia Federal, além de Márcia da Cruz Gordinho, foram presos Rodolfo Vieira de Melo da Costa Pinto, Victor Ramos de Carvalho e Maria dos Prazeres Maia dos Santos.

O delegado Fábio Sandro Pessoa Pegado foi o responsável por efetuar as prisões, que foram confirmadas pelo delegado Ângelo Solano de Melo Sampaio.

No auto de prisão em flagrante consta que os presos foram “surpreendidos logo após ter sido feita a entrega de dinheiro a eleitores” e que “haviam participado de uma reunião conduzida por pessoas contratadas para promover a campanha do candidato à Prefeitura de Manaus Ricardo Nicolau”.

Em nota, a Coligação ‘Pra Voltar a Acreditar’ trata o episódio como “confusão” e “fake news” e “repudia a criminalização do trabalho de um instituto de pesquisa. Como é prática mundial, nas pesquisas qualitativas não há indução e muito menos pedido de votos”.

Ainda segundo a nota, a coligação está “atuando junto à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal a fim de restabelecer a verdade e evitar que essa ação anônima siga tentando macular a credibilidade e idoneidade de nossa campanha”.

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