Pazuello desembarca de novo em Manaus hoje, mas não se sabe se confirmará vacinação para maiores de 50

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O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, desembarca mais uma vez em Manaus hoje onde deve ficar até quarta-feira (17). A assessoria confirmou a viagem, mas não disse se ele confirmará aqui a antecipação da vacinação para os maiores de 50 anos, como anunciou ontem no Senado. A agenda oficial prevê apenas reuniões com o governador Wilson Lima (PSC) e prefeitos; visitas às obras das usinas de oxigênio e supervisão das equipes que prestam apoio, por exemplo, à transferência de pacientes para outros estados.

Pazuello chega no momento em que a Prefeitura de Manaus prevê a interrupção da vacinação já a partir do início da semana, depois de usar todo o lote de vacinas enviados pelo MInistério da Saúde. A esperança é de que ele aja no sentido de providenciar novas doses para que mais manauaras sejam vacinados.

Em sessão de debates temáticos promovida pelo Senado, ontem, o senador Eduardo Braga (MDB) cobrou de Pazuello a constituição de uma força-tarefa para que seja realizada vacinação em massa da população amazonense contra a Covid-19.  Pazuello afirmou aos senadores que a pasta e o Ministério da Defesa se preparam para imunizarem todos os cidadãos do Estado com mais de 50 anos.

“É preciso fazer mais, de forma objetiva e prática. A única resposta que temos, ministro, é se Vossa Excelência, as Forças Armadas, o Estado e o município se mobilizarem para essa vacinação. O nosso povo está chorando pela morte dos parentes e dos amigos”, alertou o parlamentar, que, na semana passada, apresentou um Projeto de Indicação no Senado para que sejam encaminhadas ao Estado, com urgência, 1 milhão de doses de vacinas contra o coronavírus.

Diante dos demais colegas da Casa, o senador salientou que a crise sanitária sem precedentes registrada no Amazonas, em virtude da disseminação desenfreada da Covid-19, especialmente da cepa já identificada, está longe de ser resolvida, contrariando o que disse Pazuello momentos antes.

“Não está tudo bem. Não está tudo certo. E não foi feito tudo que poderia ser feito”, disse Eduardo, que lembrou o titular da Saúde de uma reunião ocorrida entre eles, na sede do ministério, ainda em dezembro de 2020. “Eu já dizia que iríamos enfrentar uma onda muito grave. Sugeri, ainda, que assumisse uma unidade hospitalar no Amazonas diante da comprovação da ineficiência do Governo do Estado durante a primeira onda da doença.”

O parlamentar esclareceu que não procede a informação repassada pelo ministro de que a falta de oxigênio nas unidades de saúde ocorreu em virtude de falhas numa rede pressurizada existente Estado. “Isso não é verdade. Essa rede não existe”, disse ele, que também alertou para a continuidade da escassez do insumo no interior amazonense. “Lá continuam sofrendo com a falta de oxigênio.”

A verdade, destacou Eduardo, é que o Amazonas registra uma média de 228 óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média registrada no país: 112 a cada 100 mil.

“Em janeiro, morreram 3.529 amazonenses – uma média de 113 mortes por dia. O que é mais triste é que a média de fevereiro deve ser mais alta. O problema não está resolvido. A situação está num patamar de casos e mortes altíssimo”, afirmou. “Neste momento, estão morrendo 164 pessoas no Amazonas, em média, com certidão de óbito. O diagnóstico nem sempre é a Covid-19 porque o senhor, ministro, sabe que tem gente morrendo sem passar por hospital. No interior, tem gente morrendo em casa e sendo enterrada no quintal.”

Ao responder Eduardo, o ministro disse concordar com todas as observações feitas. “Vamos ganhar a guerra juntos”.  

Foto: Vagner Carvalho

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