No primeiro debate com a presença de Amazonino, confronto com David chamou atenção

No primeiro debate com a presença do governador Amazonino Mendes (PDT), chemou atenção o embate entre ele e o adversário David Almeida (PSB). Os dois trocaram acusações e o deputado chegou a dizer que renunciaria à sua candidatura e ao mandato que exerce atualmente se o mandatário comprovasse que ele desviou R$ 5 bilhões dos cofres estaduais, quando era governador interino.

“Eu desafio a quem está espalhando mentiras no Amazonas a comprovar que entrou ou que saiu qualquer centavo dos cofres do governo do contrato de R$ 5 bilhões da Ezo com a Suhab, durante o meu governo interino. Eu renuncio a minha candidatura ao governo e meu cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, se provarem que paguei um centavo que seja desse contrato. Isso é uma notícia mentirosa, fantasiosa, isso é uma fake news de quem não tem propostas para o Amazonas. O desafio está lançado”, disse David.

O  deputado contra-atacou falando das dispensas de licitação, entre elas a compra de 228 mil livros para a Seduc, no valor de R$ 50 a unidade, que somam o valor total de R$ 11,4 milhões aos cofres públicos e que foi impedida. Segundo ele, o mesmo livro poderia ser comprado em uma editora amazonense, por apenas R$ 2,30.

Em outro momento do debate, Amazonino rebateu as críticas à contratação da consultoria internacional do ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, para a área da Segurança Pública. “O Amazonas, hoje, está nesta situação, e isto é uma coisa recente porque eu governei lá atrás e não tinha nada disso, porque o que ocorreu na Colômbia está refletindo aqui. O combate eficaz na Colômbia empurrou para as nossas fronteiras, com a ação do tráfico organizado. E a situação é tão clara neste ponto de vista que o Acre se tornou o estado mais perigoso da nação brasileira. Então, não se combate mais com achismo, com secretário, com carros”, disse ele.

Segundo Amazonino, a promessa da campanha suplementar de 2017 foi cumprida, quando disse que iria reorganizar as finanças do Estado, encontradas em situação pré-falimentar. “Pegamos um estado sem pagamento de data-base. Eu quero explicar que a maior promoção já existente na história do Estado do Amazonas na PM foi feita por mim recentemente com mais de seis mil promoções. Isto é fato. E agora me preparo para fazer 1, 7 mil promoções.  O Estado cresceu 6,4% no cenário nacional, cresceu mais que São Paulo. O Estado mudou. Estamos fazendo obras em todo o interior. A situação do estado quando nós chegamos no dia 4 de outubro era de calamidade absoluta, desalento. Era proibido pensar em obras. Os prefeitos à mingua. Os hospitais do interior há 17 meses sem receber um recurso. Por isso estou aqui preocupado com o futuro, postulando com base na minha experiência que todo mundo sabe”, disse o candidato.

FORA DA POLÊMICA

Os candidatos Omar Aziz (PSD) e Wilson Lima (PSC) evitaram a polêmica com adversários. Enquanto o radialista se esquivava de assuntos mais técnicos e procurava adotar o mesmo estilo adotado em seu programa de TV, o senador lembrou que quando foi governador trouxe para o Amazonas uma indústria de produção de medicamentos. “Com isso atraímos um mercado novo até então inexistente no Estado, gerando emprego e renda”.

Omar ainda observou que quando governou o Amazonas a taxa de desemprego era de 4,5% e hoje é de 20%. “Trazer novos segmentos industriais requerer planejamento, além da avaliação do custo amazônico, pois não adianta produzir aqui se quando há a exportação o produto não tem competitividade lá fora. Por isso teremos uma secretaria de planejamento forte, capaz de ajudar o Amazonas a desenvolver”.

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