Motoristas de aplicativos pedem ao MPAM que intervenha para salvá-los de assaltos

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Motoristas de aplicativo que trabalham em Manaus foram recebidos, na manhã desta terça-feira (27/10), por Promotores e Procuradores de Justiça, na sede do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Eles apresentaram aos membros do MP relatos sobre os constantes casos de assaltos dos quais são vítimas, inclusive fatais, dos profissionais da categoria. O grupo de membros estava coordenado pelo Subrprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos (SubJur), Procurador de Justiça Nicolau Libório. Pelos motorias, representantes de cinco grupos distintos.

No relato, os motoristas alegaram que não têm apoio das empresas que mantém os aplicativos. Citaram, por exemplo, que não podem cancelar viagens que têm destino para áreas perigosas, porque são punidos pelas plataformas (empresas dos aplicativos). Afirmaram que o contato dos profissionais com as plataformas é feito remotamente e que são excluídos sem aviso prévio ou explicações. Afirmaram que a categoria está se mobilizando em todo o país para corrigir os impasses. Diretamente na questão dos assaltos, disseram que estão há três anos, desde quando começaram a se organizar na cidade, buscando junto as autoridades mais segurança para quem trabalha na nova modalidade de transporte pago.

Além do SubJur, Nicolau Libório, estavam presentes membros do Gaeco (Grupo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e a Promotora de Justiça Sheyla Andrade, titular da 81ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor. No final, ficou combinado de realizarem uma nova reunião, na quinta-feira (29/11), para traçarem estratégias concretas de cobrança do poder público por mais segurança e, das empresas, melhores condições contratuais do serviço.

“É preocupante a situação que a categoria traz ao Ministério Público. E, logicamente, que o MP não pode ficar alheio à situação que preocupa toda a sociedade. Nós reunimos com eles (motoristas) e marcamos a reunião para buscarmos uma solução imediata”, afirmou Nicolau Libório.

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