Morto aos 82, Achilles Barros foi o primeiro a apresentar programa para jovens na TV amazonense

Achilles Barros na Ponta Negra

O corpo do jornalista Achilles Barros, de 82 anos, foi encontrado ontem por vizinhos em um apartamento do bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus, aonde ele morava sozinho. As causas da morte ainda não foram confirmadas pelo Instituto Médico Legal (IML). Foi no início da década de 80 que ele fez história na televisão amazonense, ao apresentar o programa “Imagens e Sons” na então TV Educativa (TVE), numa prévia do que MTV e outras emissoras fariam mais tarde. O profissional teve passagens por jornais, rádios e recentemente trabalhou em sites jornalísticos. Ele era carioca, solteiro e não deixa herdeiros.

Barros sempre focou no entretenimento. Gostava de Cultura. Construiu toda a carreira no setor. Foi editor da área no centenário Jornal do Commercio e teve colunas no Diário do Amazonas e no Maskate.

Mas foi na TVE que o jornalista viveu seus melhores momentos. O “Imagens e Sons” era a maior audiência da emissora na época. No programa, ele exibia vídeos de grandes artistas, abria espaço para atrações locais e dialogava com os jovens, que o prestigiavam em larga escala.

O corpo de Barros não foi reclamado por nenhum familiar. Amigos jornalistas se uniram para garantir a ele um sepultamento digno, que deve ocorrer no próximo domingo (24), depois que o IML concluir a autópsia, dificultada por causa do estado de desomposição.

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