Ministério quer vacinar logo pessoas acima de 60 anos em Manaus

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O Ministério da Saúde recomendou, nesta segunda-feira (25/1), à prefeitura de Manaus que reforce suas equipes de vacinação para garantir a imunização, no menor tempo possível, das pessoas do primeiro grupo de vacinação e de idosos acima de 60 anos.

Com a chegada das vacinas da AstraZeneca (132,5 mil), na noite de sábado (23/01), e da nova leva de imunizantes do Instituto Butantan (44 mil), nesta segunda-feira (25/1), a pasta acredita que será possível contemplar toda essa parcela da população. O Amazonas já havia recebido 282 mil doses da vacina do Butantan na última semana, após aprovação para uso emergencial da vacina por parte da Anvisa. A prioridade, neste momento, é imunizar o grupo que detém o maior índice de mortalidade por Covid-19, ou seja, as pessoas com 60 anos ou mais.

Na semana passada, o Ministério da Saúde criou o Fundo Epidemiológico, que destina uma cota de todas as vacinas adquiridas para atender os estados com situações mais graves, como é o caso do Amazonas. A medida foi pactuada junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Diante da situação epidemiológica no Amazonas, o estado foi o primeiro contemplado com as doses adicionais, a partir da distribuição das vacinas Oxford/AstraZeneca importadas pela Fiocruz.

Com a remessa que será recebida pelo Amazonas ainda nesta segunda-feira (25), o estado atinge o total de 458,5 mil doses para imunizar, em Manaus e nos outros 61 municípios amazonenses, as pessoas do primeiro grupo prioritário, que inclui profissionais de saúde, indígenas e idosos com mais de 75 – além daqueles acima de 60 anos, que fazem parte do segundo grupo.

Atenção primária

Em visita a Manaus para acompanhamento das medidas de enfrentamento à pandemia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pediu que o estado do Amazonas reforce a importância da Atenção Primária no atendimento dos pacientes. O apelo foi feito durante reunião do Comitê de Crise – Controle de Operações Especiais (COE), na manhã desta segunda-feira (25/1), em Manaus, na presença de representantes do estado e da prefeitura. A recomendação é uma estratégia para aliviar o fluxo nos grandes hospitais da capital amazonense.

“O atendimento básico é fundamental nessa luta para brecar o avanço da Covid-19”, afirmou o ministro. Pazuello advertiu que é necessário que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) – são aproximadamente 80 em Manaus – sejam imediatamente direcionadas para atendimento, diagnóstico, tratamento e orientação ao paciente com Covid-19.

“O atendimento nas UBS deve ser o mais rápido possível”, destacou. “A determinação é empoderar a atenção básica. Precisamos que isso seja parte do pensamento de cada um dos integrantes desse comitê”, disse o ministro.

O ministro afirmou, ainda, que os esforços no atendimento de média e alta complexidade, no momento, devem estar voltados para a remoção de pacientes e a infraestrutura para o oxigênio, compreendendo logística de transporte, armazenagem e distribuição. “Vamos aumentar o número de voos para remoção de pacientes, inclusive com aeronaves particulares, e vamos conseguir as vagas”, adiantou.

Pazuello está articulando a participação de outros ministérios no comitê de crise como, por exemplo, o da Defesa, e anunciou a formação do Comando Conjunto Amazônia, que irá atuar, além do Amazonas, em outros estados da região Norte onde o avanço da Covid-19 já está sendo detectado.

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