Ministério confirma caso de reinfecção pela Covid-19 no AM e emite alerta

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O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública e da Coordenação-Geral de Emergências em Saúde Pública, confirmou hoje o segundo caso de reinfecção pela Covid-19 no Brasil, desta vez no Amazonas. Um alerta epidemiológico foi oficialmente emitido.

A confirmação veio a partir de diagnóstico da Fiocruz Amazonas, Laboratório de Referência para diagnóstico da Covid-19. Os cientistas identificaram uma nova cepa variante do SARS-CoV-2 em uma mulher de 29 anos, com sintomas leves, que foi
diagnosticada primeiramente em 24 de março de 2020, com um segundo resultado positivo no dia 30 de dezembro último. Ambos os exames foram feitos usando o método RT-PCR.

A partir da investigação de sequenciamento nucleotídio na Fiocruz Amazônia, em
parceria com o grupo de pesquisa da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas concluiu o sequenciamento de 172 genomas completos do SARS-CoV-2, sendo 148 do estado do Amazonas. No dia 12 de janeiro foi concluído o sequenciamento das duas amostras.

A Comunicação de risco tem como objetivo apoiar na divulgação rápida e eficaz de conhecimentos às populações, parceiros e partes intervenientes possibilitando o acesso às informações fidedignas que possam apoiar nos diálogos para tomada de medidas
de proteção e controle em situações de emergência em saúde pública.

Milhares de variantes da SRA-CoV-2 estão circulando e mais irão surgir ao longo do
tempo. A vigilância de cepas é importante para saúde pública para apoiar no
enfrentamento da Covid-19. A análise de rotina dos dados de sequenciamento genético pode permitir a identificação de vírus variantes na população.

No Brasil foram identificados dois casos de reinfecção por SARS-CoV-2 no estado
da Bahia com mutação E484K, que é a mutação identificada originalmente na África do Sul e no estado da Amazonas na linhagem B.1.1.28 (K417N/E484K/N501Y), variante
Amazônica descrita inicialmente no Japão.

Atualmente não há evidências que indiquem que esta variante tenha qualquer
impacto na gravidade da doença ou determina a mudança na infectividade ou patogenicidade dessa cepa variante, seu impacto no diagnóstico laboratorial ou eficácia da vacina, sendo necessária investigações mais detalhadas.

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