Ipaam pretende monitorar pirarucu por chips

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), deu início à execução do projeto “Mapeamento, Rastreabilidade e Controle do Plantel de Matrizes e Reprodutores de Pirarucu” com uso de marcadores sintéticos (microchip) no Estado do Amazonas. O projeto conta com a parceria da Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).

O objetivo do projeto é conhecer o potencial de criação e de reprodução, assim como o manuseio genético da espécie pirarucu criada em cativeiro, visando a construção de um banco de dados para acompanhamento. A iniciativa será realizada em parceria com os piscicultores que criam o pirarucu.

“Devido ao crescimento da piscicultura no cenário nacional, o desenvolvimento de melhores estratégias de manipulação e controle de produção são fundamentais para o incremento de uma indústria de piscicultura baseada na produção de pirarucus em cativeiro de forma sustentável e que traga progresso no âmbito econômico”, explicou o engenheiro de Pesca Carlos André Silva Lima, analista ambiental do Ipaam.

Com isto, torna-se necessário, de acordo com a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, conforme Carlos André, encontrar maneiras de regularização das pisciculturas que fornecem plantéis de pirarucu, tornando possível a identificação de cada indivíduo por meio de um dispositivo de marcação.

Chip – A marcação eletrônica consiste na implantação de um transpoder eletrônico (chip) próximo à nadadeira dorsal do peixe, com uma numeração que passa a ser sua identificação. Por meio desse chip, o produtor pode acompanhar fatores como peso, tamanho e identificar o sexo.

“O projeto que ainda está em andamento, contará com um longo caminho pela frente, nesse primeiro momento estão sendo organizados os métodos, ferramentas e técnicas que virão a ser utilizadas para alcançar as metas”, disse a gerente da Gerência de Controle de Pesca do Ipaam, Raimunda Nonata Moreira Lopes.

Na primeira etapa haverá a seleção de pisciculturas, aspectos relacionados à infraestrutura e organização para que todo o processo de manuseio, como a marcação, biometria, transferência das matrizes até o processo de soltura dos peixes seja realizada de forma adequada.

Atividade – Nesta semana, foi realizada, na Estação de Piscicultura de Balbina – administrada pelos técnicos Jefferson Nobre e Mirele Alves, coordenadores de Projetos da Sepa/Sepror, a atividade de capacitação de analistas do Ipaam sobre as boas práticas do manejo para aplicação dos chips em pirarucus de cativeiro no Estado.

“Estamos nos ajustes finais da elaboração do projeto e, posteriormente, vamos buscar financiamento para o mesmo ser executado. Vale ressaltar que o Ipaam já adquiriu os leitores e chips”, informou o titular do Órgão de Proteção Ambiental do Amazonas, Juliano Valente.

Extinção – O pirarucu é considerado a espécie mais promissora para o desenvolvimento da criação de peixes em regime intensivo na região amazônica, por esse motivo, segundo o Ibama, o peixe está na lista de espécies ameaçadas de extinção.

FOTO: CARLOS ANDRÉ

 

 

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