Um adolescente teve um dedo amputado após acidente na quadra da tradicional escola estadual Farias de Brito, na Praça 14, zona Sul de Manaus. Este é o terceiro caso grave registrado na mesma unidade de ensino, segundo relatos de pais e alunos. Os episódios anteriores incluem um acidente em 18 de junho de 2024, durante aula de Educação Física, e outro caso, ainda mais grave, ocorrido em 18 de novembro de 2011. Este último deu origem a uma disputa judicial. Apesar de alertas formais, a Secretaria de Educação do Amazonas (SEDUC) não corrigiu as falhas estruturais do estabelecimento.
Pais e responsáveis atribuem o ocorrido à inexistência de condições seguras para a prática de atividades físicas, reiterando que a escola não dispõe de mastros adequados e mantém estruturas metálicas expostas na área de esportes. As famílias pedem investigação imediata, assistência integral ao adolescente e interdição da quadra até que sejam feitas as correções.
O caso Henzo
Em 18 de junho de 2024, durante aula de Educação Física, o estudante Henzo Veríssimo Rodrigues Barbosa, então no 1º ano do Ensino Médio, foi orientado a auxiliar na instalação de rede de vôlei. Diante da falta de mastros, ele teria subido numa viga de ferro da estrutura da quadra e caiu, sofrendo amputação traumática do 5º quirodáctilo direito.
Segundo a família, Henzo foi levado ao Hospital Pronto-Socorro Samel, onde passou por duas cirurgias — tentativa de reimplante e, dias depois, amputação parcial com retalho devido à necrose, procedimento realizado por especialista em cirurgia de mão e microcirurgia. O pai registrou o B.O. nº 00234036/2024 e protocolou requerimento na escola pedindo providências e reforma da quadra, sem retorno até então, de acordo com os familiares.
O estudante segue em fisioterapia e acompanhamento psicológico. Laudo menciona e aponta bullying após o acidente, com recomendação de transferência para preservar a saúde emocional.
Processo
O processo nº 0709392-15.2012.8.04.0001, que tramitou na 4ª Vara da Fazenda Pública, decorreu de outro caso grave. Durante atividade de Educação Física em 18 de novembro de 2011, uma aluna escorregou na quadra molhada e, ao tentar evitar um impacto contra pilar de concreto, prendeu-se numa grade de ferro pontiaguda situada dentro da própria quadra, sofrendo ferimentos significativos.
Para ex-alunos e responsáveis, o caso de 2011 já indicava a necessidade de intervenção estrutural e protocolos de segurança. A recorrência de acidentes graves, dizem, evidencia negligência e omissão na manutenção do espaço esportivo. Decorridos 14 anos deste último incidente, nada mudou.
Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir




