Grupo que age na Saúde detecta fraudes de R$ 1,6 milhão nas compras do Instituto Dona Lindú

Um colegiado auto-denominado “Grupo Especial de Ação Imediata de Combate ao Crime Organizado – Núcleo IMDL” está preparando um dossiê que será encaminhado ao Ministério Público, indicando a ação criminosa de uma máfia montada dentro do Instituto da Mulher Dona Lindú, unidade da Secretaria de Estado da Saúde localizada ao lado do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Segundo eles, uma quantia milionária já foi desviada pelo banco, com a cobertura do secretário de Saúde, Pedro Elias, que costuma frequentar bastante a unidade.

Segundo o levantamento, a ação é coordenada por um casal, que administra de fato a unidade, assessorado por uma administradora financeira, uma acadêmica de direito, um licitador e funcionárias que liquidam compras no sistema da Secretaria de Fazenda. Eles contratariam micro empresas para despesas sem licitação – aquelas que a lei permite, no valor de até R$ 8 mil -, para fornecer produtos e serviços que nunca chegam à Unidade.

Do levantamento, constam despesas feitas com pelo menos 11 micro-empresas, que levaram juntas o absurdo valor de R$ 1,6 milhão, sem licitação e sem fornecer os produtos ou prestar os serviços constantes da documentação. O grupo investigador mostra a relação entre a operação de compra e o que de fato existe nas instalações do Instituto.

O “Grupo Especial de Ação Imediata de Combate ao Crime Organizado” está atuando na Saúde Pública desde que a Polícia Federal deflagrou a “Operação Maus Caminhos”. Ele é formado por voluntários do próprio setor, mas conta com o apoio de profissionais em investigação. Levantam tudo com provas documentais e até imagens. O objetivo não é tornar públicas as falcatruas e sim dar a chance aos funcionários públicos envolvidos em fraudes de parar, pedir a saída dos cargos e mudar de unidades e procedimento.

“Nós só tornamos públicas as falcatruas se insistirem nelas. Neste caso do Instituto Dona Lindú os envolvidos insistem em sangrar o erário. Por isso decidimos tornar pública primeiro a investigação e em seguida denunciá-la aos órgãos de fiscalização”, dizem eles, em comunicado enviado ao blog.

O próximo passo será encaminhar o levantamento ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público.

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