FATOS E VERDADES: MINHA TRAJETÓRIA NA FUNDAÇÃO ALFREDO DA MATTA (I)

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“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.”(Mahatma Ghandi)

Era o final de novembro do ano de 1980 eu então acadêmico de Farmácia da UFAM(UA) ajudava uma abençoada serva de Deus e  Irmã Franciscana de Maria de nome Martina, na prazerosa   tarefa de montar o presépio de natal da capela de Santa Cecília na Cachoeirinha e, pintou o oportuno  convite, por parte dela, para estagiar no Ambulatório Alfredo da Matta, referência em dermatologia e venereologia no estado.

Irmã Martina, bondosa freira espanhola e esmerada técnica de laboratório, era responsável pelo setor de análises clínicas  daquela instituição e, foi por meio dela, que ali cheguei e dei os primeiros passos nas atividades práticas da profissão que dois anos depois exerceria e, sobretudo  pelas suas mãos, iniciei minha carreira profissional e de servidor público.

Antes de tudo, é à Irmã Martina a quem devo muito do que aprendi e sou como profissional e servidor público do estado.

De março de 1980 a dezembro de 1982 quando diplomei como Farmacêutico, atuei naquele centro de referência como estagiário, passando em seguida à condição de bolsista bancado por uma ONG alemã que sustentava um projeto de  controle da Hanseníase no estado, sempre atuando no laboratório. E isso perdurou até maio de 1984 quando então fui finalmente contratado pela antiga SESAU e, em 1987,  fui efetivado como servidor do agora Centro de Dermatologia.

Percorri, dentro da instituição, auspiciosos caminhos ora dentro do próprio laboratório implantando técnicas e setores novos, ora assumindo tarefas desafiadoras como a restruturação da Farmácia e do almoxarifado que funcionavam dentro de dois contêineres doados por uma entidade estrangeira, posto que o prédio e o terreno ocupado pelo Alfredo da Matta e onde funcionou por 42 anos, não permitiam quaisquer possibilidades de ampliação e crescimento físico e técnico.

Sinto-me feliz e tenho orgulho de ter tido a oportunidade de desempenhar meus conhecimentos e doar uma parte da minha vida acadêmica e profissional nessa fase de aprendizado, para minha querida instituição.

O tempo foi passando e, obrigado pelas circunstâncias legais e financeiras, fui convocado  para servir ao exército brasileiro a partir de 1984 na condição de oficial farmacêutico bioquímico servindo então no HGeM de onde saí em 1990, porém, atuando paralelamente no Alfredo da Matta.

Desliguei-me do EB em 1990 por ter cumprido o tempo regulamentar de oficial temporário e prestei concurso e fui aprovado para atuar na SEMSA onde estou até hoje.

Traço esse quase roteiro acadêmico e profissional, para alcançar um tempo mais que relevante na minha trajetória de vida que foi e é minha carreira de gestor público conquistada a duras penas em memoráveis pelejas eleitorais onde não faltaram pernadas, intrigas, traições e sobretudo muita tenacidade e companheirismo de muitos colegas de trabalho da Fundação Alfredo da Matta.

Puxarei pela memória esses fatos para dividir com nossos leitores parte  da minha história de servidor e gestor público, e lá se vão 35 anos, com o intuito de escrever também um pouco da história da Fundação.

Em 1989, na primeira eleição direta para escolha do diretor do Alfredo da Matta, fui candidato derrotado e, em seguida, fui chamado pela diretoria da época para assumir alguns cargos de chefia entre eles Chefe do Laboratório, departamento de planejamento,  entre outras funções, as quais me qualificaram e me credenciaram para saltos mais ousados na minha carreira profissional e na gestão pública.

Voltarei semana que vem para descrever os fatos e as verdades que circunscreveram, no ano de 1993, minha primeira eleição para Diretor Presidente do então Instituto Alfredo da Matta, e cuja  assunção ao cargo teve episódios de puxada de tapete, intrigas e até carta do Ministro da Saúde da época recomendando ao governador de então que não me desse posse no cargo. Darei nomes aos bois.Té logo!

Sds Ronaldo Derzy Amazonas

Ronaldo Amazonas, ex-diretor da Fundação Alfredo da Matta, um dos mais polêmicos ativistas da internet. Escreve sobre o que lhe vier à cabeça, sempre com uma pegada forte e opiniões muito próprias.

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