Fametro anuncia que arrematou o Tropical Hotel, por R$ 91 milhões, em novo leilão

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O terceiro leilão do Tropical Hotel Manaus foi realizado hoje e finalmente a edificação que fez muito sucesso durante mais de quatro décadas foi arrematada, e por um grupo amazonense. O grupo Fametro, que já havia arrematado a Santa Casa de Misericórdia, no Centro, para transformá-la em um hospital, anunciou que saiu vencedor do certame, oferecendo pouco mais de R$ 91 milhões, metade do valor inicial, de R$ 182 milhões, estabelecido para lance na primeira chamada.

O diretor-presidente do grupo, Wellington Lins de Albuquerque, anunciou o negócio em seu perfil pessoal no Instagran. “Não poderíamos abandonar este local, que tem tanta história”, disse ele, dizendo ainda que “decidimos continuar…”, sem dar maiores pistas da destinação que pretende dar ao empreendimento.

A solicitação para a novo leilão foi oficializada pelo leiloeiro Jonas Rymer, do Rio de Janeiro, depois que ninguém honrou o pagamento da arrematação do hotel no último leilão, em 11 de janeiro deste ano, e a Justiça determinou a realização de um outro certame.

“Agora não tem proposta vinculante como da última vez que tinha a da Nyata, ou seja, a avaliação é de R$ 182.000.000,00. E 50% de lance inicial na segunda sessão, R$ 91.000.000,00”, informou o leiloeiro.

O dinheiro arrecadado no leilão será usado para pagar dívidas trabalhistas, de fornecedores e credores. As dívidas do Tropical vão do INSS a FGTS, mas foi por falta de pagamento da conta de energia elétrica que ele fechou as portas em maio de 2019.

Calotes

O primeiro leilão, no dia 16 de dezembro de 2019 foi arrematado pela Nyata Soluções, por R$ 120 milhões e não foi pago. Já o segundo no dia 11 de janeiro deste ano, com lance vencedor do ex-PM e empresário paulista Otacílio Soares, atingiu R$ 260 milhões – contudo Otacílio não pagou e o direito passou para o segundo colocado, a paraense Geretepaua Engenharia, uma agropecuária.

Nenhuma delas pagou o prometido e o leilão. Nesses casos, o vencedor é obrigado a pagar uma multa de 20% do valor do lance, o que está sendo feito com a cobrança aplicada pela Justiça.

Os débitos trabalhistas do empreendimento ultrapassam R$ 20 milhões, segundo o Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro do Amazonas.  Cerca de 380 ex-funcionários ainda tentam receber rescisões contratuais.

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