Em áudio, promotor de festa clandestina diz que está “fechado com a Polícia”, mas se deu mal

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A Polícia agiu rápido, com a ajuda da população, e prendeu ontem à noite dez pessoas que organizavam uma festa clandestina no bairro Santa Etelvina, na zona Norte de Manaus. Os policiais tiveram acesso a um áudio em que um dos organizadores pedia com urgência uma aparelhagem de som e diz estar “fechado com o tenente da área”. Era mentira para atrair os incautos. Com o grupo foram apreendidas porções de entorpecentes, bebidas alcoólicas, equipamentos, ingressos e R$ 1,6 mil em dinheiro.

As festas clandestinas são “bombas contaminadoras” da Covid-19. Por isso, o próprio secretário de Segurança, Coronel Louismar Bonates, juntamente com o comandante em exercício da Polícia Militar (PMAM), coronel PM Ronaldo Negreiros, estão na linha de frente da repressão a este tipo de evento, com efetivos das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

O caso de ontem foi registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia, na Cidade Nova, zona norte, onde os detidos e o material foram conduzidos para o flagrante.

No local foi constado que os promotores de eventos são criminosos. Além das drogas, cinco veículos encontrados no local, e que apresentavam irregularidades, foram removidos pelo Núcleo Especializado em Operações de Trânsito (NEOT), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM ).

A festa denominada “Forró do P10” ocorria na chamada Mansão do Poderoso, e foi interrompida no momento em que estava começando. A residência fica na Rua Desembargador Ubirajara de Moraes, no Santa Etelvina. Os organizadores foram surpreendidos com a presença das forças de segurança, que vinham monitorando o grupo desde o início da noite.

Acostumados com as vistorias da Central Integrada de Fiscalização (CIF), os grupos mantinham esquemas para desligar equipamentos de som, luz e fazer silêncio no local, assim que as equipes se aproximassem. Dessa vez, não tiveram tempo.

Bonates disse que as forças de segurança não vão permitir que eventos dessa natureza persistam, colocando em risco à vida da população, em um momento tão delicado como o atual, com crescimento no número de óbitos, infectados e aumento de internações por causa da Covid-19, em Manaus.

Para tentar burlar fiscalizações e fugir da polícia, os grupos que organizam festas clandestinas costumam vender ingressos pela internet sem informar o local do evento. O público participante adquire o ingresso, a partir de telefones celulares, e só minutos antes do início do evento é que são informados sobre aonde devem comparecer. Nem sempre os locais, são de fato, onde vai acontecer a festa. Há casos em que os organizadores levam as pessoas em vans de um lugar para outro.

Na noite de ontem foram apreendidas diversas grades de cerveja e outras bebidas alcoólicas, porções de cocaína, R$ 1.684 em espécie, 147 pulseiras e dez telefones celulares.

Denúncias sobre a realização de festas clandestinas podem ser feitas através do 190 ou do 181, o disque-denúncia da SSP-AM.

Ouça o áudio:

Qual Sua Opinião? Comente:

Este post tem um comentário

  1. Mauro

    ESSES VAGABUNDOS VICIADOS EM DROGA UTILIZAM ESSAS MERDAS DELES QUE CHAMAM DW FESTA, PRA VENDER DROGA E LAVA DINHEIRO DE TRÁFICO.

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