Depois de arrematar sede do Rio Negro, coreano agora é alvo de denúncias e dossiês

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Depois de arrematar, por R$ 3,78 milhões, a sede histórica do Atlético Rio Negro Clube, no Centro de Manaus, o empresário coreano Sung Un Song passou a ser alvo de todo tipo de ataque. Circula na cidade um dossiê que aponta diversas irregularidades nos negócios dele, inclusive no que diz respeito à utilização de verbas de Pesquisa e Desenvolvimento. Uma mensagem enviada para vários e-mails diz ainda que ele transformou o Trpical Business, hotel que administra, em uma espécie de motel de alto luxo.

O dossiê, enviado a vários veículos de comunicação, indica que Song estaria usando a verba que deveria ser destinada para pesquisa e desenvolvimento – fiscalizada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus – para outros fins, entre eles a aquisição de imóveis. Para tanto, ele utilizaria a Fundação Mathias Machline, que passou a administrar há alguns anos. O trabalho dele nesta instituição é elogiado por especialistas em Educação, mas contestado por concorrentes, que o acusam de não usar todo o recurso separado para P&D pela Digitron, empresa de sua propriedade no Polo Industrial de Manaus.

O texto enviado à imprensa por e-mail por uma pessoa que se diz morador do Tropical Business relata que Song adquiriu um terço dos 300 apartamentos do Tropical Business, propriedade hoje independente que nasceu como um anexo do famoso Hotel Tropical. Desde então passou a controlar o empreendimento.
Sem acusá-lo diretamente de envolvimento, o denunciante, que pede anonimato por temer represálias, relata que parte dos apartamentos são ocupados por por amantes de empresários e políticos, além de garotas e garotos de programa que utilizam o local como ponto de atendimento para as relações sexuais, a ponto do local receber a alcunha de “Tropical Motel”.
“As consequências são tão desastrosas que até um caso de esfaqueamento que ocorreu no estacionamento do prédio foi noticiado, mas logo abafado. Os moradores do prédio estão preocupados com a grande desvalorização dos seus imóveis. O consenso geral é de que o Tropical Business FLAT é hoje um prostíbulo de luxo travestido de hotel. Qualquer cidadão que for ao local nos finais de tarde, e ficarem nas proximidades, logo perceberão os movimentos suspeitos que confirmam estes relatos”, diz o relato.
Song concedeu entrevista coletiva em que afirmou que pretende transformar o Rio Negro em um grande clube de futebol, além de propor o investimento em outros esportes.
O blog tentou contato com o empresário por meio de sua assessoria, mas não obteve resposta. O espaço está aberto ao contraditório.

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Este post tem 2 comentários

  1. Waldir Landim

    Não há porque culpar o Empresário por ter arrematado, ‘na bacia das almas’ o patrimônio construido durante 108 anos pelos rionegrinos. Há que se culpar, questionar e investigar o imobilismo, a passividade do presidente do clube, que pouco fez para evitar o leilão e depois nada fez para recorrer e tentar anulá-lo. O Clube perdeu sua casa (sub- avaliada em 9 milhões) por causa de uma divida de 243 mil, tendo o Empresário arrematado por menos de 4 milhões. As promessas de investir no clube provavelmente são apenas uma cortina de fumaça, para evitar uma reação maior da sociedade rionegrina. Tivesse um melhor carater, e se quisesse realmente fazer uma parceria com o clube, teria se apresentado pela porta da frente. E a força da grana já se apresenta, quando presenciamos um SILENCIO ENSURDECEDOR daqueles que diziam amar o clube e um SILENCIO CUMPLICE da imprensa esportiva, que tanto deve ao clube, que a alimentou por décadas.

  2. Mosani

    Há rionegrinos que não concordam com esse leilão. Leiloaram ao preço de banana e a atual diretoria do clube em vez de recorrer foi abraçar o comprador. Processo cheios de absurdos. Felizmente tem gente se movimentando contra isso. Não sei se foi omissão, incompetência ou desinteresse.

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