Cresce a incidência de diabetes em homens no Amazonas

Estudo do Ministério da Saúde mostra que a diabetes cresceu 113,5% na população masculina do Amazonas, entre os anos de 2006 e 2017. Há 11 anos, o número de homens que diagnosticado com a doença era de 3,7%, agora o índice passou para 7,9%. O percentual de mulheres com diagnóstico de diabetes também cresceu: foram 17,3% a mais no mesmo período. No geral, Manaus aparece como uma das capitais que tem um alto número de pessoas com a enfermidade, com 7%.

É com base nesses dados, da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que a médica Larissa Amaral alerta a população da capital amazonense para os cuidados com saúde, como forma de prevenir a doença. Amanhã, 14 de novembro, é o Dia nacional do combate à Diabetes.

Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou 5.007 pessoas no Amazonas. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 43,6% no período, saindo de 586 mortes para 842 no ano passado. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações também cresceu: foram 1.525 em 2010 para 2.569, em 2016.

Na comparação com as demais capitais, os homens de Manaus apresentaram uma das maiores taxas de diagnóstico médico de diabetes, em 2017, ficando à frente de Boa Vista, Belo Horizonte, Porto Alegre, Campo Grande, Goiânia e São Paulo. Já entre as mulheres, a capital amazonense foi a sexta com o menor percentual da doença (6,1%).

Causa e sintomas

De acordo com a médica Larissa Amaral, o diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores. Ela explica que a doença é a causada pela incapacidade do pâncreas em produzir a quantidade de insulina necessária e, consequentemente, causa um aumento anormal do açúcar ou da glicose no sangue.

“Entre alguns sintomas da doença estão: sede excessiva, rápida perda de peso, fome exagerada, cansaço inexplicável, muita vontade de urinar, má cicatrização, visão embaçada e falta de interesse e de concentração”, afirma a médica.

São dois tipos da doença. O tipo 1 é mais frequente em crianças e adolescentes que desenvolvem anticorpos contra o próprio pâncreas. Já o tipo 2 é mais frequente em obesos, idosos e em pessoas com genética favorável. Essas pessoas tem resistência à insulina e o metabolismo acaba necessitando de uma quantidade ainda maior quando doente.

Os diabéticos precisam de uma alimentação específica e personalizada. Doces e açúcar refinados devem ser cortados do cardápio porque aumentam a absorção de insulina e a glicemia tende a subir, causando um quadro de hiperglicemia. Nutricionistas afirmam que todos os alimentos ingeridos pelos diabéticos devem ser integrais e diets. Comidas com índice glicêmico alto jamais devem ser consumidas pelo doente.

Outro cuidado é com algumas frutas que possuem açúcar natural, chamado frutose e, se ingerido demais, pode interferir na glicemia. Se o diabético quiser comer uma salada de frutas, o indicado é misturar no máximo três tipos diferentes e ingerir apenas duas colheres de sopas. A regra não é diferente para os sucos.

 

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta