Covid-19 leva o juiz Claudio Rendeiro, o “Epaminondas”, que esteve em Manaus

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A família do juiz Claudio Henrique Lopes Rendeiro (também conhecido pelo personagem criado por ele, Epaminondas Gustavo), informou a morte dele hoje em um hospital particular de Belém do Pará, às 6h10, vítima da Covid-19, aos 55 anos. Ele esteve recentemente em Manaus, onde gravou o vídeo abaixo, brincando com a fama de “ladrão” dos paraenses. Há quem diga que contraiu aqui o vírus. A morte comoveu os paraenses.

A família agradeceu as milhares de demonstrações de carinho e apoio dos fãs, amigos, imprensa e autoridades do Estado.

“Deus é soberano e sua vontade deve ser aceita por todos nós, mesmo sabendo que a perda do Claudio é muito dolorosa e difícil de ser assimilada”, diz a nota, assinada por Manoel Rendeiro Junior, irmão do Claudio.

O humorista havia informado que a situação estava sob controle. Epaminondas recebia doses de remédio e fazia exercícios respiratórios. Na última semana, ele teve uma piora e o quadro agravou. Através das redes sociais parentes e amigos pediram por orações. Por volta das 6h10 da manhã a família comunicou o falecimento.

Trajetória

Com paródias e muito improviso, o humorista era conhecido pela sua autenticidade. O juiz e ator nas horas vagas, Cláudio Rendeiro, dava a vida ao caboclo Epaminondas. Natural de São Caetano de Odivelas e tão apaixonado por Direito e comédia quanto pelos municípios de Cametá, Abaetetuba e Igarapé-Miri. Epaminondas era um ribeirinho de Cametá que representa o cabloco paraense e o seu linguajar.

O personagem foi originalmente inspirado no pai de Claudio, um português chamado Manoel, e seu tio chamado Benedito, de quem Epaminondas herdou os jeitos e trejeitos.

Cláudio era juiz há 25 anos e nunca fez teatro, o que não o impediu, em 2009, de sugerir uma encenação para explicar de forma mais dinâmica o que faz uma Vara de Execução Penal de Penas e Medidas Alternativas, onde são aplicadas penas que não incluem prisão.

Em 2014, foi convidado pela Justiça do Trabalho a gravar áudios sobre a campanha de combate ao trabalho infantil e, em 2019, participou da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, onde relançou e autografou os livros “Líricas Ribeirinhas e Outras Margens”, “Sátiras de um Ribeirinho” e “Causos”.

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