Coronel Menezes e Alfredo Nascimento partem para o confronto com líderes das pesquisas

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on print

Os candidatos Coronel Menezes (Patriota) e Alfredo Nascimento (PL) decidiram confrontar os adversários que se posicionam nos primeiros lugares das pesquisas realizadas até aqui – à exceção de Amazonino Mendes (Podemos), poupado pelos dois, David Almeida (Avante), Ricardo Nicolau (PSD), Capitão Alberto Neto (Republicanos) e José Ricardo (PT) são os alvos. A diferença é o tom. O militar está divulgando vídeos com ataques fortes, enquanto o ex-prefeito prefere a ironia, com bom humor.

No vídeo em que ataca David, Menezes o chama de “colecionador de escândalos”, lembrando denúncias do período em que o ex-deputado exerceu o cargo de governador interino, após a cassação de José Melo (PROS). Já Nascimento diz que o adversário “fala bonito, mas não tem a experiência que alega”.

Sobre Ricardo Nicolau, Menezes o acusa de esconder o principal apoiador, o senador Omar Aziz (PSD), e lembra das operações envolvendo a família deste. Já Alfredo preferiu criticar a exploração da pandemia pelo adversário.

Menezes também bate forte no seu principal concorrente na direita, o Capitão Alberto Neto (Republicanos), acusando-o de fazer uma campanha milionária bancada pelo deputado federal Silas Câmara (Republicanos) e por Aziz.

Os últimos 10 dias de campanha na TV e no rádio prometem ser emocionantes.

Decisão Judicial

A Justiça Eleitoral do Amazonas derrubou sob efeito de liminar, nesta segunda-feira (2), o vídeo que a campanha do Coronel Menezes produziu contra  David Almeida. O filme de propaganda eleitoral foi divulgado, no domingo (1º), nas contas de Facebook e Instagram de Menezes, com links divulgados por meio do Whatsapp.

A decisão assinada pela coordenadora da Propaganda Eleitoral, juíza Sanã Nogueira Almedros Oliveira, determinou ao Facebook Serviços do Brasil Online, a imediata remoção do conteúdo irregular do Coronoel Menezes, sob pena diária de pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil, ao dia, por descumprimento da decisão.

Logo depois da publicação de Menezes, com conteúdo falso, a defesa de David deu entrada em representação contra a postagem do candidato. No argumento, os advogados apontaram à Justiça Eleitoral que o vídeo, usado como campanha digital, tinha como único e exclusivo objetivo “denegrir a imagem do representante [David Almeida], por meio de calúnias quanto a supostos esquemas de corrupção de contratos fraudulentos”.

A magistrada apontou na sua decisão, que a livre manifestação de pensamento, por meio da rede mundial de computadores, assegurada pela Constituição Federal e a própria Lei das Eleições, ela considerou que o vídeo produzido e publicado pela equipe de campanha do candidato Coronel Menezes “configura-se nitidamente em propaganda negativa (…), trazendo termos caluniosos” contra o candidato David Almeida.

Conforme a decisão da magistrada Sanã Nogueira, levando em consideração a produção e publicação do vídeo com acusações inverídicas e fake news (notícias falsas), a conduta do candidato Coronel Menezes “é incompatível com o bom debate que resguarda a propaganda propositiva neste período do prélio eleitoral, e certamente deve ser reprimida pelo poder policial conferido a este Juízo Coordenador da Fiscalização de Propaganda, determinando a remoção imediata do conteúdo ofensivo publicado”.

Na argumentação da decisão, a juíza observa que o conteúdo de propaganda negativa pode provocar sérios danos à imagem de suas vítimas. “Tais conteúdos afrontam a legislação eleitoral, pois, além de degradar a imagem dos candidatos, ferem direitos fundamentais assegurados na Carta Magna, na medida em que ultrapassam os limites de liberdade de manifestação do pensamento, assacando discursos pejorativos e difamatórios, com o nítido intuito de atingir negativamente o candidato a cargo majoritário”, discorreu.

De acordo com o coordenador da equipe jurídica de David Almeida, advogado Tadeu Silva, a decisão liminar da Justiça Eleitoral tem o poder de derrubar imediatamente o conteúdo considerado calunioso. Segundo ele, o conteúdo publicado pelo candidato Coronel Menezes se utiliza de assuntos já avaliados pela Justiça e considerados sem fundamento.

“Tudo o que foi usado como conteúdo no vídeo eleitoral do candidato [Coronel Menezes] já foi objeto de outros processos jurídicos, sendo todas as pautas consideradas fake news. Por isso, em menos de 24 horas a Justiça Eleitoral decidiu pela derrubada da publicação”, disse o Tadeu.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta