Continuas o mesmo, Amazonino

Por Abel Alves*

O espetáculo na Assembleia Legislativa do Amazonas, em reunião do dia 26/12, foi ridículo e degradante na forma de como a maioria decidiu e, de conteúdo, insensato quanto ao exercício do magistério, na garantia do futuro promissor do ensino, como direito fundamental e constitucional do cidadão.

Por incrível que pareça, foi o mesmo cenário de 1987, quando o dito cujo governador assumia pela primeira vez o cargo.

Explico: era eu deputado e compunha uma minoria de seis (06) eleitos pelo ‘Muda Amazonas’, como oposição. O líder do governador era o hoje senador Eduardo Braga, que não tinha vínculos com a categoria, pois egresso da ARENA – Aliança Renovadora Nacional, que comandava uma tropa de mais dezessete (17) figurantes. O ex-governador Professor Gilberto Mestrinho, deixou consagrado o piso salarial dos educadores em três (03) salários mínimos, o que era um avanço da categoria. Todavia, o Amazonino Mendes encaminhou, desde logo, uma mensagem revogando dito piso.

A categoria se mobilizou, ainda era a APPAM e bem me lembro da professora Arminda Mourão, com vários protestos, passeatas, atos na frente da Assembleia e galeria cheia. Nada adiantou e, já decorridos trinta (30) anos, tal governante não evoluiu e continua o mesmo, inimigo dos educadores, caminhando para a decrepitude.

Triste espetáculo e decisão.

Em tempo: Os dois (02) deputados e professores LUZIVALDO CASTRO, falecido, e FREIDA BITENCOURT, do bloco governista, não compactuaram com aquela ignomínia, que ressalto a bem da verdade e de justiça.

*O autor é advogado e ex-deputado estadual