Comissão presidida por Eduardo no Senado reacendeu o debate sobre a BR-319 na mídia nacional

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), presidida pelo senador Eduardo Braga (MDB/AM), conseguiu incluir novamente a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), na pauta dos temas de relevância nacional. 

No fim de semana, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo – dois dos principais veículos de circulação e importância no país – destacaram a burocracia que dificulta há 19 anos o asfaltamento de 400 quilômetros da estrada.

O primeiro jornal abordou o assunto na capa da edição de domingo (09/09) e, inclusive, questionou os candidatos à Presidência da República a respeito da pavimentação da via – fundamental para escoar boa parte do que é produzido no Amazonas e, assim, alavancar a economia local.

Nesta segunda-feira (10/09), o jornal A Crítica estampa também na sua capa o “conjunto de omissões e erros” que marcam a recuperação da BR-319 e repercute cada um dos entraves à obra em uma extensa reportagem.

Segundo Eduardo, a atuação do colegiado, o terceiro mais importante do Senado, tem sido fundamental para atrair de novo as atenções do Brasil para esse tema.

“Acreditamos que isso é fruto do trabalho da CI e resgata definitivamente a ‘caixa preta’ da rodovia federal. Afinal de contas, são 19 anos que o povo amazonense aguarda que ela seja licenciada e finalmente nos interligue ao resto do Brasil”, disse ele em entrevista, na manhã desta segunda (10/09), à Rádio Diário.

Pressão – Na semana passada, o senador amazonense comandou audiência pública com três ministros do governo na CI.

Torquato Jardim (Justiça), Edson Duarte (Meio Ambiente) e Herbert Drummond (interino dos Transportes) foram obrigados a esclarecer a sequência de erros e entraves burocráticos que dificultam a emissão dos documentos federais necessários para realização das obras na BR -319.

Na ocasião, ele anunciou que está se preparando para cobrar civil e criminalmente a omissão do poder público pela falta de licenciamento da via.

“Minha indignação é muito grande. A licença ambiental vem sendo postergada de uma maneira sistêmica pelos órgãos competentes. Enquanto isso, o nosso povo segue na lama e no esquecimento”, afirmou ele diante de senadores e demais presentes na audiência.

“Se nós tivermos competência para ir à Justiça, nós vamos fazê-lo. Alguém vai ter que pagar por isso, porque não é possível tanta omissão e tanta irresponsabilidade com o povo brasileiro”, acrescentou.

Eduardo Braga solicitou do Governo Federal um cronograma detalhado das próximas etapas que envolvem a liberação das licenças e uma prestação de contas continuada das intervenções na via.

Grupo de trabalho – No encerramento da reunião, o colegiado exigiu a conclusão em 90 dias dos estudos de impacto ambiental e sobre as populações indígenas. Além disso, definiu a constituição de um grupo de trabalho para acompanhar a situação do recapeamento da estrada. Fazem parte dele os ministros e técnicos de pastas envolvidas no planejamento e na execução do empreendimento.

AEROPORTO DE ITACOATIARA  

Eduardo acionou, nesta segunda-feira (10/09), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Prefeitura de Itacoatiara para discutir soluções para o aeródromo do município. O objetivo é dar celeridade a ações que revertam a interdição do aeródromo com melhorias da pista de pouso e decolagem. A interdição foi solicitada pela Anac devido ao estado de má conservação da pista.

Eduardo conversou com representantes da Anac e com o prefeito Antônio Peixoto (PT), tão logo tomou conhecimento da situação do aeródromo. Ele ressaltou, no diálogo entre as partes, a necessidade das intervenções no aeródromo e a importância de trabalhar estratégias conjuntas para a liberação da pista.

“O aeródromo de Itacoatiara é, sem dúvida nenhuma, uma alternativa para o transporte. Ele é estratégico e não podemos mantê-lo interditado, até para atrair mais investimentos para o município”, disse.

Eduardo lembrou que, embora o aeródromo requeira investimentos, a rodovia AM-010, principal ligação de Itacoatiara com Manaus, também precisa de intervenções.

“O aeródromo precisa de atenção, mas a estrada também. Inclusive, tenho que me colocado à disposição para que façamos um termo de cooperação entre o Governo Federal e o Governo do Estado para colocar recursos federais na melhoria da rodovia que interliga, efetivamente, não só a produção de soja de Roraima com os portos de Itacoatiara, mas também dos portos de Itacoatiara com a Manaus”, afirmou.

Foto: Vagner Carvalho

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