Com escassez de testes, pessoas que fazem três exames tomam a vez de quem precisa

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Um fato que tem se repetido na rede pública está preocupando funcionários da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS): a insistência de algumas pessoas, com relativa influência, em fazer mais de um, às vezes até três exames para a Covid-19 no Laboratório Central do Estado, quando existem milhares na fila para realizar a testagem. Como a quantidade de testes é limitada e muitas vezes insuficiente, estes “privilegiados” acabam prejudicando a maioria.

O blog teve acesso a alguns casos e este exposto na imagem desta postagem é emblemático. A própria cidadã informa nas redes sociais que realizou três testagens, uma delas pelo menos depois de se tratar da doença. E mostra todos os exames realizados no Laboratório Central do Estado (Lacem).

“Um dos maiores problemas do Brasil e do Amazonas é a falta de teste para atender a população, o que faz a gente estar meio as cegas no combate. Um cidadão comum que apresente sintomas leves e moderados não tem direito a teste, só os casos graves. Para a grande maioria dos funcionários da saúde é uma grande dificuldade conseguir a testagem na Escola de Enfermagem, mas há privilegiados que podem fazer vários para ir monitorando”, reclama uma fonte ouvida pelo blog, que trabalha na FVS.

“Depois de um teste positivo não tem mais necessidade de realizar outros exames. O tratamento é instalado e segue até que a pessoa apresente melhoras significativas dos sintomas e cumpra a quarentena”, prossegue a fonte.

A FVS centralizou os testes no Laboratório Central do Estado e não repassou a nenhuma secretaria municipal de Saúde a competência para testar, o que agrava a situação. Os próprios funcionários do órgão precisam ir para a fila normal a fim de ter direito a um teste, o que é o protocolo correto para o momento, já que faltam kits para testar.

“Não há necessidade de alguns poucos testarem tanto. Acabam ocupando o lugar de várias pessoas. É preciso testar mais e usar os testes com prudência”, conclui a fonte, sugerindo que o governador Wilson Lima (PSC) investigue a situação e determine o fim dos privilégios.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta