Casos de invasão e clonagem de aplicativos são os mais numerosos em três anos no Amazonas

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Os casos de invasão de telefone e clonagem de aplicativos de mensagens chegaram ao maior nível dos últimos três anos, em Manaus. Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), de janeiro até julho deste ano, foram registrados 735 Boletins de Ocorrência por vítimas desse tipo de crime, que pode ser evitável a partir da adoção de cuidados básicos no uso do telefone e na proteção de dados pessoais.

De acordo com a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os usuários precisam ter mais cautela com o uso de equipamentos telefônicos e com informações compartilhadas em redes sociais. Geralmente, é a partir delas que os criminosos selecionam suas vítimas, ao navegar em páginas de compra e revenda de produtos e em redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Uma conduta segura na internet pode evitar prejuízos financeiros enormes, para a vítima, parentes e amigos.

Até julho de 2021, o número de ocorrências de invasão de dispositivo informático, a descrição formal em que se enquadra a clonagem de aplicativo, já é maior que o total de ocorrências que chegaram ao conhecimento da polícia nos últimos dois anos. Se comparados os números dos sete primeiros meses deste ano com aqueles de todo o ano de 2020, o crescimento já é de 50%, segundo a Secretaria de Segurança.

Dinâmica

O delegado adjunto da DERCC, Rafael Montenegro, explica a dinâmica desse tipo de crime. “As pessoas mal-intencionadas, geralmente, entram em contato e pedem um código que foi enviado para a vítima, alegando que a pessoa foi sorteada ou que são de alguma agência bancária que está oferecendo benefícios. Depois pedem aquele código e assim instalam o WhatsApp da vítima, conseguindo acesso a sua agenda e seus contatos”, disse.

Após a instalação do aplicativo de mensagens, os criminosos entram em contato com amigos e parentes da vítima, contando histórias que envolvem a necessidade urgente de um depósito bancário, com a promessa de devolver em breve.

Ainda de acordo com o delegado, outra possibilidade é a utilização de aplicativos espiões, que podem espelhar todas as conversas da vítima. Com essa técnica, os criminosos monitoraram todas as atividades do celular do usuário. No caso do WhatsApp, é possível espelhar todas as conversas para conseguir ler o conteúdo em outro dispositivo.

“Nada é instalado sem o conhecimento da pessoa. Mesmo que de forma errada, sendo convencida por terceiros, ela só permite que seja instalado com seu próprio consentimento. O que a vítima pode fazer, a título de prevenção, é confirmar se a informação repassada é verdadeira e, em hipótese alguma, dar senhas, número de CPF ou dados pessoais pelo telefone, a não ser que tenha certeza absoluta que esteja conversando com uma pessoa conhecida”, enfatiza o delegado.

Penalidade

A pena para quem invadir um dispositivo a fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do dono, ou ainda instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita, é de um a quatro anos de reclusão e multa.

 

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