Campanhas comandadas por profissionais de fora não criam empatia com manauara

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Nenhuma campanha dos candidatos que disputam a Prefeitura de Manaus está criando empatia com o eleitor manauara na TV e no rádio. Isso se deve em grande parte a um retrocesso registrado este ano: todos os principais postulantes contrataram, a peso de ouro, profissionais de fora do Estado para comandar o horário eleitoral. O resultado é um marasmo que promete se arrastar até o fim das exibições, no dia 12 de novembro.

Desta vez profissionais de reconhecida qualidade no mercado local, como Jefferson Coronel, Paulo Castro, Claudio Barbosa, Renato Bagri e Jorge Bastos, foram ignorados pelos candidatos a prefeito de Manaus. Alguns deles estão comandando campanhas em outros Estados e outros optaram por se limitar a trabalhos de consultoria ou assumir campanhas no interior.

Isso não acontecia desde a década passada. Em 2018, por exemplo, quase todos atuaram em campanhas majoritárias, para o Senado ou Governo. As campanhas vitoriosas de Wilson Lima (PSC), Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB) tiveram atuação decisiva de profissionais locais, o que não ocorre dessa vez.

O que se vê no horário eleitoral de rádio e TV são clichês da propaganda, superados em grande parte do país e repetidos aqui pelos marqueteiros importados, sem nenhuma criatividade e longe da linguagem adotada pelo manauara no dia-a-dia. A principal discussão da campanha se resume à saúde do líder nas pesquisas, Amazonino Mendes (Podemos), que responde com gracejos em seus programas. Nada mais.

Para se ter uma ideia, em Boa Vista, capital de Roraima, uma das campanhas de maior repercussão até aqui é a do deputado federal Ottaci Nascimento, amazonense de Eirunepé que disputa a Prefeitura daquela cidade pelo Solidariedade. A produtora que está no comando e boa parte dos profissionais são de Manaus. Veja abaixo um dos primeiros programas exibidos:

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