Botekão da Reino Unido é demolido e Prefeitura diz que obedeceu ao Ministério Público

O Botekão da Reino Unido, uma edificação com mais de 20 anos de existência, que abrigava um dos bares do tradicional “Pagodão da Resistência”, foi demolido hoje pela manhã em operação coordenada pela Secretaria Executiva do Gabinete de Gestão Integrada Municipal. Segundo nota distribuída pela Prefeitura de Manaus, a ação obedeceu a uma medida judicial, de obrigação de fazer, proposta pelo Ministério Público do Estado do Amazonas.

A demolição foi mal recebida por torcedores da escola de samba Reino Unido da Liberdade e por moradores da zona Sul, que têm na escola um símbolo cultural. Uma manifestação foi convocada pela diretoria da agremiação para as 20h de hoje. Alguns dirigentes chegaram a dizer que se tratava de uma retaliação pelo fato de apoiarem a candidatura à reeleição do governador Amazonino Mendes (PDT).

“A informação de que a , teria motivação eleitoral é inverídica. Vale deixar claro que o bar, conhecido como ‘Botekão do Reino Unido’, estava fechado e era objeto de processo de denúncia por irregularidade de construção sobre a calçada e de obstrução, que data do ano de 2014”, diz a nota da Prefeitura.

Segundo o documento, “a demolição voluntária foi solicitada em diversas ações fiscais do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), tendo o prazo sido dilatado, sem cumprimento do proprietário, mesmo quatro anos depois. O bar foi autuado e notificado várias vezes, sem que a irregularidade fosse sanada”.

“Sem possibilidade de regularização, em razão de ter ocorrido invasão de área pública, a demolição administrativa foi executada, conforme a legislação urbana prevê. A lei é clara e não há exceções. Não se tratava de um bem cultural e não havia nenhum mobiliário no local, indicando que se tratava de uma extensão construída ilegalmente”, explicou a assessora jurídica do Instituto Municipal de Planejamento Urbano, Fabianne Ribeiro.

A operação integrada contou, ainda, com suporte do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Eletrobras, Guarda Municipal e Polícia Militar.

“A Prefeitura de Manaus reitera seu compromisso com a ordem social e com a obediência às leis, reforçando a importância do combate às falsas notícias que circulam, principalmente, nas redes sociais. Antes de compartilhar qualquer conteúdo, é preciso verificar, nas páginas oficiais dos órgãos públicos ou nos portais dos principais veículos de comunicação, a procedência da informação”, conclui a nota distribuída pela Prefeitura.

ELEIÇÃO

Tão logo a demolição terminou, membros da escola de samba fixaram vários adesivos com o número 12, referentes à campanha do governador Amazonino Mendes (foto abaixo).

Nas redes sociais, houve vários protestos, de torcedores, moradores e sambistas de diversas escolas de samba, além de cantores de pagode e artistas de uma forma geral.

O presidente de honra da escola, Jairo de Paula Beira Mar, protestou em seu perfil no Facebook. “O Implurb alega para derrubada se deu porque o Botekão está sobre a calçada. Entendemos que  a construção foi irregular, mas se dermos uma rápida olhada em redor deste espaço vamos nos deparar com vários imóveis na calçada, haja vista que o Morro da Liberdade surgiu de ocupação na maioria do povo advindo do interior, em função da cheia do rio. A demarcação das terras não contemplava o progresso que se instalou ali nos dias de hoje. Mas de 2009 até aqui, só detectaram esse erro?  Será que em toda Manaus só o nosso bar está na calçada?”.

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Este post tem 2 comentários

  1. felipe

    muito fácil colocar a culpa nos outros, são tantas obras irregulares que verdadeiramente atrapalham a vida da sociedade e não tem a mesma celeridade de tratamento dispensada pela prefeitura, deve ter algum fundo de verdade de retaliação.

  2. whuesley Gonzaga de oliveira rodrigues

    A mais de 4 meses eu fiz uma denúncia no ministério público em relação a uma área que foi invadida aqui na nova cidade, era uma área indígena, segundo era um cemitério indígena e protegido pelo Governo Federal, hoje os marginais e outros invasores estão na área é tiro pra tudo quanto é lado e até hoje ainda não teve nenhuma manifestação do Ministério Público, o ministério público é um órgão que se esconde por que eu não vejo nada acontecer, os gatos dos portes, e tudo normal, e quem paga os valores desses gatos, somos nós, em Manaus nos, se pegarem um gato na nossa casa é uma dívida horrível, agora eles podem botar no poste quantos gato se quiserem e a Eletrobras ou qualquer um órgão do Ministério Público não tem o poder de mandar desligar, é muito triste o que aconteceu aí com Morro da Liberdade Eu morei aí a 20 anos atrás mas ainda considero parte da minha história

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