Bastidores da eleição municipal em Manaus se agitam com proximidade das Conveções

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Mesmo com a pandemia limitando as ações, os principais concorrentes a prefeito de Manaus nas eleições deste ano começaram esta semana uma movimentação frenética, preparando as Convenções, que deverão ser realizadas até o final de julho. A maioria delas deve ocorrer por teleconferência. O líder nas pesquisas, Amazonino Mendes (Podemos), continua em São Paulo e não há previsão de retorno. Ontem duas prováveis concorrentes se desincompatibilizaram dos respectivos cargos – Conceição Sampaio (PSDB) e Caroline Braz (PSC). São os dois nomes preferenciais do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) e do governador Wilson Lima (PSDB).

Amazonino deve participar da Convenção do Podemos por videoconferência, segundo aliados. Ele permanece na capital paulista fazendo uma espécie de preparação para encarar a campanha. O ex-governador e ex-prefeito de Manaus deve ter o apoio do Cidadania, do PMN e do MDB. As conversas com o senador Eduardo Braga (MDB) estão bastante adiantadas.

Conceição ocupou grande espaço na agenda da Prefeitura enquanto o prefeito Arthur Neto esteve afastado recuperando-se de uma cirurgia no joelho. Ela é o nome preferido do PSDB para qualquer composição com vistas à eleição. Ontem desincompatibilizou-se do cargo de secretária municipal da Mulher e da Assistência Social.

A defensora pública Caroline Braz também saiu da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejusc) para colocar seu nome à disposição do grupo comandado pelo governador Wilson Lima. E já desperta atenção. O Comitê do Amazonas de Combate à Corrupção e Caixa Dois Eleitoral ingressou hoje, junto à Coordenadoria do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Eleitorais do Ministério Público do Estado do Amazonas – MPE/AM, com representação contra ela por condutas vedadas e abuso de Poder Político e Econômico.

Membros do comitê dizem ter recebido denúncias de funcionários Sejusc, com imagens extraídas das redes sociais, blogs e da própria secretaria, onde aparece à senhora Caroline da Silva Braz usando a estrutura da máquina pública para autopromoção, com atos assistenciais, tais como, emissão de 2ª via do RG, entrega de quatro mil máscaras e álcool em gel à instituições que trabalham com o público LGBT e Pessoas com Deficiência (PcDs), distribuição de 350 kits de proteção individual; realização de vacinação “drive-thru”.

As ações foram amplamente divulgadas nas mídias digitais, na página pessoal do facebook (@CarolBraz). A secretária estava no exercício de sua fução, mas o Comitê enxerga “nítido propósito de promoção pessoal, desrespeitando o princípio da impessoalidade na execução de tais programas custeados com verba pública”.

O comitê solicitou ao coordenador das promotorias eleitorais do Ministério do Estado do Amazonas – MPE/AM, a apuração de possíveis ilícitos e o cumprimento da legislação eleitoral brasileira em vigor, com aplicações das sanções cabíveis no artigo 73 da Lei 9.504/97 no artigo 22 da Lei Complementar 64/1990, assim como, avaliar o pedido de Investigação Judicial Eleitoral para identificar o cometimento de possíveis crimes eleitorais para beneficiar a ex-secretária da Sejus.

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