Banda do Galo se aproxima, mas organização é acusada de calote

O Galo de Manaus, uma das maiores bandas da cidade, vai acontecer na próxima terça-feira, no Sambódromo. Só que os organizadores convivem com denúncias de falta de pagamento ou de quebra de contrato com bandas que se apresentaram nas últimas edições. O caso mais recente envolve a popular Mão Pra Riba, formada por policiais militares.

O grupo Mão Pra Riba vem desde o ano passado lutando na Justiça para reaver o prejuízo do show que realizaram na Banda Do Galo de Manaus 2017. Segundo Ericlênio Kaká, que é cantor e produtor, eles procuraram o empresário Theofilo Alves (na foto acima aparecem os dois) para oferecer um show que representasse Luiz Gonzaga, homenageado daquele ano. Além de duas horas de apresentação, no dia 27 de fevereiro do ano passado, a banda entraria com ensaios, figurino voltado ao homenageado.

“Foram dias de muito trabalho em prol do Galo de Manaus. A banda tocou mais cinco músicas para encerrar a sua participação, além daquelas que homenagearam Luiz Gonzaga e o público cantou junto com o Mão Pra Riba. Apenas elogios e aplausos foram vistos”, relembra o cantor.

Alguns dias após do show, o responsável pelo grupo musical foi até o escritório da M1 Eventos. Na ocasião, Theofilo Alves, sem motivos justificáveis, apenas informou de forma sarcástica e irônica que não pagaria o valor acertado, oferecendo apenas a metade, equiparando o valor do cachê da Banda MPR com as demais bandas de forró amazonense, passando por cima de todas as cláusulas contratuais, o que não foi aceito pelo produtor do Mão Pra Riba, que preferiu recorrer à Justiça para tentar solucionar esse conflito.

Só que, passado quase um ano, a Justiça sequer conseguiu citar Theofilo Alves. Já ocorreram três audiências sem a presença dele. O Endereço que o empresário usa é impossível de ser localizado.

NOVA EDIÇÃO

Com o tema “Mon Amour, Meu Bem, Meu Frevo”, uma homenagem ao cantor e compositor pernambucano Reginaldo Rossi, a 14ª edição da Banda do Galo de Manaus saiu da Avenida das Torres para abrigar quatro palcos, uma tenda eletrônica, três trios, além de área VIP no Centro de Convenções (Sambódromo), na avenida Pedro Teixeira, Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Os trios percorrerão a Avenida do Samba no mesmo sentido do desfile das escolas. Eles entrarão pela parte de trás, próximo à Avenida Loris Cordovil e, durante uma hora, animarão os foliões até chegar à área de dispersão conhecida como ferradura. Nesse momento, outro trio elétrico entrará na avenida para dar continuidade aos festejos.

Ao longo da avenida serão montados quatro palcos: Manaus, Pirão, Boka Maldita e Recife, com mais de 40 artistas se revezando. De acordo com a organização, haverá espaço reservado para área VIP e uma tenda eletrônica. “O frevo é um ritmo contagiante e que está presente em vários lugares do Brasil. Em Manaus, queremos juntá-lo à produção cultural local e fazer do Galo um grande festival multicultural do Norte do País”, afirma o mesmo Theófilo Alves, o Théo.

Este ano, a estrutura foi montada no Centro de Convenções para garantir a segurança do público. Ao todo, são esperadas mais de 100 mil pessoas.

“O mais importante é dizer que essa mudança foi necessária por uma questão de segurança pública. A Avenida das Torres já estava muito lotada, e nós não conseguíamos mais fazer a triagem dos foliões. No Sambódromo, vamos ter o acesso controlado; todas as pessoas que estiverem no quadrilátero do Sambódromo participando, estejam elas seguindo os trios ou simplesmente assistindo, irão ser revistadas pelas nossas triagens”.

“Isso evita a entrada de armas, garrafas de vidro e espetos de churrasco, assim como vamos conseguir orientar os pais sobre a presença de menores de idade. Essa é a parte mais importante da mudança, porque tudo que foi feito é pela segurança da população”, destacou Theo.

O evento tem o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismos e Eventos (Manauscult), e também do Governo do Amazonas, a partir da Secretaria de Estado da Cultura (SEC).

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