Baleia assassina

Por Ronaldo Derzy Amazonas*

Retratada em filmes, documentários e projetos científicos ao longo de décadas a Orca(Orcinus orca) passou de animal inteligente utilizada em espetáculos, às vezes bizarros, a vilã que mata suas presas incluindo humanos depois de levá-las à exaustão dentro do mar.

Esse epíteto é duplamente incorreto tanto porque não se trata de baleia e sim de um golfinho e tampouco assassina posto que como qualquer animal apenas caça suas presas como o fazem outros predadores.Quero, com essa introdução, traçar um paralelo entre a dócil e bela Orca com a verdadeira baleia assassina cuja história circula há décadas com origem na Rússia e que mais recentemente chegou ao Brasil viralizando nas redes sociais, por meio de um macabro jogo cujas etapas(ao menos cinquenta) inicialmente inocentes, vão se apoderando dos incautos participantes na sua maioria adolescentes e cujo ápice pode levar alguns indivíduos a mutilações físicas e até à morte.

Esse jogo, denominado Baleia Azul entre fatos determinantes lamentáveis, piadas e paródias de duvidoso gosto, vem causando verdadeiro estrago em pessoas e famílias atingidas ora pela perda de entes queridos ora pelos males emocionais e físicos indeléveis proporcionados.

Há relatos de mortes, internações e desaparecimentos por conta desse jogo que tem tirado o sono das famílias, autoridades  e estudiosos da psicologia e psiquiatria a ponto de já haver seminários e reuniões colegiadas na busca de respostas e soluções para essa grave onda que paira ameaçadora sobre jovens e adolescentes preferencialmente.

O que penso então de tudo isso?

Sou levado a crer que a mente humana criativa para o bem e para o mal aliás, na maioria das vezes para o bem, volta e meia se ocupa indevidamente de criar monstros e armadilhas destrutivas como essa tal baleia azul capazes de dirigir outras mentes humanas notadamente as mais fracas para o cadafalso.

Necessariamente se deve frisar que muitos pais agem no limite da irresponsabilidade ao permitirem que os jovens de hoje tenham acesso irrestrito e duradouro sem quaisquer freios  e imposições ou que os direcionem para o acesso de programações, jogos e relacionamentos nas redes sociais saudáveis e edificantes.

Nunca um ditado popular faz tanto sentido como aquele que diz: Mente vazia oficina do demônio! quando aplicado ao caso desse game diabólico que usurpa das mentes e corações despreparados e fracos dos nossos jovens.

Somente uma profunda reflexão no seio familiar a respeito dessa onda aliada aos ensinamentos dos valores éticos, morais e religiosos poderão livrar nossos jovens das garras do inimigo direcionando-os para a estrada do bem enquanto ainda há tempo.

Té logo!

*O autor é farmacêutico, empresário e líder do movimento dos servidores da Saúde

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