Atentados em Manaus foram tema na abertura de hoje da CPI da Pandemia do Senado

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A criação de um Programa Nacional de Segurança Pública e a união dos poderes para solucionar a crise na segurança do Amazonas e do país como um todo foram defendidos, nesta terça-feira, pelo presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP), do Senado Federal, senador Omar Aziz (PSD-AM). O apelo, feito durante a abertura da 16ª reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPI da Pandemia), em que também é líder do colegiado, veio em decorrência das ações criminosas realizadas na capital e municípios amazonenses, nos últimos dias, que resultaram na paralisação das atividades escolares, de transporte público e econômicas, na segunda-feira, 07/06, em Manaus.

“Nós não estamos falando de uma comunidade que foi sitiada, nós não estamos falando de um bairro que foi sitiado, nós estamos falando de uma cidade como Manaus, com mais de 2 milhões de habitantes, em que as escolas foram suspensas as aulas, o transporte coletivo não funcionou ontem, as lojas fechadas, o verdadeiro sítio feito por facções criminosas”, destacou o senador.

De acordo com Omar, é obrigação dos poderem se unirem para evitar que facções criminosas controlem o Estado. O parlamentar destacou que as fronteiras estão desprotegidas e assim cada vez um volume maior de drogas e armamento pesado têm entrado no país, trazendo mais insegurança para a população brasileira. “O Estado, e quando eu falo Estado é o governo federal, estadual e municipal, não pode permitir que facções, comandos, sejam donos de uma cidade, de um estado. Independente, presidente (Jair Bolsonaro) de termos divergências, neste momento, é importante nós nos unirmos. Governadores, prefeitos, presidente da República, Congresso Nacional, para que não permitamos que facções controlem o Estado. Hoje (as facções) fazem o que bem querem e deixam a população a sua mercê, vide o terrorismo que aconteceu na cidade de Manaus. Não é favor. É obrigação nossa fazer isso”, enfatizou.

O parlamentar aproveitou para sugerir a criação de um Programa Nacional de Segurança Pública com o intuito de institucionalizar um trabalho de prevenção ao crime organizado, fortalecer e valorizar os profissionais que atuam na área, bem como proteger as fronteiras.

“Infelizmente, os programas de Segurança Pública implantados no Brasil têm solução de continuidade a partir do momento que se muda o governador, o presidente, o prefeito. Nós temos que acabar com isso. Ou fazemos um programa nacional de segurança pública, ou padeceremos para as facções criminosas e veremos nossos jovens se envolverem. O Brasil não produz cocaína. O Brasil não produz metralhadoras, não produz armas pesadas. Elas entram pelas nossas fronteiras e a gente não faz absolutamente nada. Precisamos tentar preservar essas áreas dando uma contribuição à sociedade brasileira, principalmente, às pessoas mais humildes, que vivem à mercê do terrorismo, do medo, com medo de sair de casa”, pontuou.

Foto: Ariel Costa

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