Assim pretendo continuar caminhando

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No pano verde da mesa do bacará da vida onde os sonhos de vitória e riqueza estão restritos a um pequeno universo de cartas de baralho, ainda sou o croupier que escolhe com quem jogar e para quem dar as melhores cartas, pois como dono da banca e protagonista do jogo, reservo-me o direito de escolher entre tantos que me cercam, àqueles que irão vivenciar comigo as emoções das jogadas, e com quem vou dividir os louros da vitória. Essa foi, e será sempre, a máxima que adotarei como filosofia de vida. Pretendo continuar vivendo os anos que ainda me restam na busca incessante da verdade e da justiça, porém, procurando sempre em Deus a clarividência capaz de orientar minhas ações.

Com essa determinação irrevogável, continuarei o meu caminhar pela estrada da vida mantendo meus passos firmes em direção aos objetivos visados, sem contudo recusar o amparo do ombro amigo, porém, jamais abrindo mão do direito inalienável de poder externar livremente os meus pensamentos, sem o temor das amarras e dos grilhões das críticas inoportunas e destrutivas.

Durante o meu caminhar, manterei a cabeça erguida e o olhar prospectivo e fixo voltado na direção das pessoas e coisas que compõem o mundo de hoje, para antever a falsidade, a hipocrisia e a maldade, tão pródigas nos tempos atuais, e assim poder evitar o conflito danoso com os meus valores morais e cristãos. Nunca objetarei em receber os conselhos oferecidos pelos mais velhos e experientes porque na escola da vida até mesmo na última aula ainda temos muitas coisas à aprender, mesmo sendo você o maior sábio entre os sábios, porém, aceitá-los ou não, é uma questão de foro íntimo. Quanto aos conselhos que os der, não serei o intransigente interlocutor a querer que os mesmos sejam aceitos sem reservas, por entender pretensiosamente que sou o dono da verdade absoluta. Tenho a grandeza da humildade para saber que “a chave inevitável dos problemas insolúveis” se encontra no cofre onde está guardada a verdade da vida e de todas as demais coisas, só quem a tem é DEUS nosso pai.

Segundo a filosofia kardecista, o SENHOR se reserva o direito de revelar parte dessa verdade somente àqueles que por merecimento possam um dia desfrutar da sua divinal companhia, deixando para ir passando o restante da lição na mesma proporção em que o espírito cresça na escala da moralização e do conhecimento. Não esqueçamos que, o crescimento moral e do conhecimento do espírito está diretamente ligado ao tamanho do legado de boas ações que possamos ter feito quando ainda estávamos encarnados.

Desse mundo material em que vivemos, nada levamos. Carros, casas, poder, dinheiro e outros bens pelos quais tanto lutamos a vida inteira para consegui-los, tudo fica. Seguimos para a última morada com as mãos vazias da mesma forma como chegamos a esse mundo material. Os únicos valores que levamos e que podem enriquecer nosso curriculum espiritual, são as obras caritativas que fizemos, da quantidade de perdões que concedemos e do amor que semeamos entre os irmãos.

Continuarei na minha jardinagem espiritual e anônima a cultivar e regar as árvores do amor e do perdão, com a convicção plena de que somente seus frutos podem revigorar e fazer prosperar o sentimento da verdadeira paz que deve existir entre os homens, um dos objetivos primordiais pelo qual Deus entregou seu próprio filho em holocausto, para ser sacrificado na cruz.

*O autor é empresário aposentado ([email protected])

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