Artur quer, na verdade, achar um partido próximo de Omar

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A mídia estampa manchetes dedicadas a um “ultimato” que o prefeito de Manaus, Artur Neto, teria dado a seu partido, o PSDB, caso os parlamentares federais da legenda votem contra os interesses do Amazonas, unificando as alíquotas do ICMS no país. É a desculpa que ele queria para dar início a um processo que está em sua cabeça há algum tempo.

Artur entende que tem a chance de construir um novo e forte grupo político no Estado, ao lado do governador Omar Aziz. Para isso, precisaria se encaixar nas articulações nacionais do PSD. Isso porque o prefeito não tem sobre o PSDB nacional a mesma influência que Omar ostenta na legenda que ajudou a fundar. Como os tucanos terão candidato a presidente da República – o senador mineiro Aécio Neves é o favorito -, ficaria difícil fechar um acordo local, já que é quase impossível que o PSD embarque nesta canoa.

As opções mais viáveis para Artur, portanto, seriam o PSB e o próprio PSD. O primeiro seria o caminho preferido dele. É que o “dono” do partido no Amazonas, o ex-prefeito Serafim Corrêa, não teria nenhuma dificuldade de entregar ao atual prefeito o comando da legenda. Por isso o ainda tucano conversou longamente com o presidente nacional do partido, o governador pernambucano Eduardo Campos, há alguns dias, durante uma passagem por Brasília.

Campos pode ser candidato a presidente, mas há quem aposte que ele quer, na realidade, se valorizar ao máximo para emplacar como vice de Dilma Roussef, desbancando o PMDB de Michel Temer. Este seria o cenário dos sonhos para Artur. Se não se concretizar, ele não teria dificuldades de marchar com o candidato, se este decidisse pela carreira solo. É que, nesta segunda alternativa, o PSD poderia caminhar junto, indicando o candidato a vice, que seria o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Restaria, então, saber se a aliança que Artur pretende construir com Omar redundaria no lançamento da candidatura do prefeito a governador já em 2014. Para que isso acontecesse, seria preciso convencer o vice-governador José Melo, que anda empolgado com a possibilidade de ser ele próprio o candidato. Rebecca Garcia se conformaria com o posto de vice na chapa.

É uma engenharia complicada e arriscadíssima para ambos. Mas sonhar não custa nada…

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