Após cumprir pena, ele aproveitou chance e foi contratado para trabalhar no próprio presídio

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A Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) contará com a mão de obra do ex-detento Adair da Silva Fernandes, que retorna ao estabelecimento prisional como contratado de carteira assinada pelo regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele atuará na cozinha da unidade como padeiro, profissão que exerceu quando ainda cumpria sua pena, oportunidade dada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

A contratação de Adair aconteceu por meio da empresa cogestora da UPP, RH Multi. Ele trabalhará em regime 12×36, mediante acordo previsto no artigo 59-A da CLT, no qual trabalhará um dia e folgará no outro. Nos dias de atividade, Adair estará na função das 7h da manhã até as 19h da noite, e irá colaborar na produção de pães, bolos, doces e vários tipos de salgados, além de outros itens para o cardápio da cozinha.

“Assumimos a secretaria com diversos objetivos, e entre eles estava o de reintegrar os detentos à sociedade com uma nova perspectiva de vida. É nesse sentido que caminha o programa de ressocialização ‘Trabalhando a Liberdade’, é por meio dele que oportunidades como a do Adair e de outros podem se tornar realidade. Aqui acreditamos que os internos podem cumprir suas penas e sair como pessoas melhores”, afirma o titular da Seap, coronel Vinícius Almeida.

Para Adair Fernandes, esta é uma chance para recomeçar a vida de forma honesta.  “Antes de ser condenado, trabalhei nove anos numa panificadora no Coroado, e quando cheguei aqui falei com o pessoal do projeto e me foi dada essa oportunidade. Trabalhei durante nove meses no programa e foi muito gratificante, só tenho a agradecer por terem acreditado em mim”, disse. “Agora, paguei pelos meus erros, cumpri minha pena e posso recomeçar minha vida, graças à Deus. Agradeço pela oportunidade de poder retornar com a carteira assinada”, ressaltou.

Oportunidade

Adair Fernandes é o terceiro ex-interno que tem a chance de retornar ao sistema prisional como funcionário contratado. Os outros dois casos ocorreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2). Todos integraram o programa de ressocialização “Trabalhando a Liberdade”, desenvolvido pela Seap desde 2019.

No programa, os reeducandos participam de cursos profissionalizantes e trabalham na recuperação e manutenção das próprias unidades prisionais e de espaços públicos.

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