Amazonino se apressa para jogar culpa por denúncia na saúde em Omar e aprofunda abismo entre eles

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Se havia alguma esperança entre aqueles que defendem uma aliança entre o governador Amazonino Mendes (PDT) e o senador Omar Aziz (PSD) nas eleições deste ano, ela se dissipou ontem, depois que a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) se apressou em divulgar uma nota afirmando que os pagamentos feitos para tratamentos no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, favorecendo pessoas ligadas a autoridades públicas, era de responsabilidad “de gestões passadas”.

“Não há nenhuma relação com o governo Amazonino Mendes”, enfatiza a nota, divulgada às 22h33, assim que a reportagem sobre o assunto foi exibida em um programa de televisão nacional. “O inquérito Civil do MP-AM nº 005.2016.000.116, de 06/04/2017, que deu origem ao processo, data de abril do ano passado e remete ao período compreendido entre 2012 e o início de 2017. O novo Governo do Amazonas, que assumiu após Eleições Suplementares, tomou posse em outubro de 2017″ detalha a nota. 

Omar Aziz foi governador do Amazonas entre 2010 e 2014. Portanto, a denúncia atinge em cheio sua gestão, assim como a de seu sucessor, José Melo (PROS), eleito com seu apoio.

Amazonino já não faz questão de não atacar Melo, como fez inclusive na campanha eleitoral do ano passado. E passou a atacar também Omar, seu principal aliado no mesmo pleito.

“A Susam esclarece que tem todo interesse em contribuir com as investigações, que já foi notificada e está reunindo toda a documentação do período em que os pagamentos foram feitos, para subsidiar o MP-AM e o MPF”, diz mais a nota, deixando claro que o Estado tem todo interesse em aprofundar a denúncia. 

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, ainda apimentou a situação, ao dizer que “o novo governo não autoriza e não concede tratamento privilegiado a nenhuma pessoa”. Segundo ele, “os princípios seguidos são os do SUS, que garante tratamento universal a todo e qualquer cidadão, com regras muito bem estabelecidas”.

Deodato ressaltou que o atual governo recebeu as unidades da capital e do interior com graves problemas e em meio a investigações pela Operação Maus Caminhos, deflagrada pela Polícia Federal, e que apontaram desvio de recursos da saúde estadual. Em um único ano (2017), três governadores e quatro secretários de saúde passaram pelos respectivos cargos no Estado. “Recebemos a saúde em meio a todas estas questões e com 15 meses apenas para agir e assim estamos fazendo”, disse ele. Neste ponto, incluiu na crítica outro possível adversário na eleição deste ano, o deputado David Almeida (PSB), que ocupou o Governo interinamente entre maio e outubro do ano passado. 

UMA DÚVIDA ATROZ

Omar Aziz conseguiu construir um grupo que lhe garante tempo de televisão e estrutura para disputar a eleição para governador, mas patina nas pesquisas, o que gera dúvidas entre seus aliados.

Ele se afastou de Amazonino desde janeiro, reclamando nos bastidores de que havia um acordo com o governador, para que este não disputasse a reeleição.

Aproveitando-se da insatisfação de vários outros aliados de Amazonino na eleição suplementar do ano passado, conseguiu construir um novo grupo e se prepara para disputar com o atual mandatário o Governo.

O problema de Aziz é que ele é acossado por diversas denúncias. Como se não bastassem as delações da Operação Lava Jato, também teve seu nome citado na Operação Maus Caminhos, que desbaratou um esquema milionário de desvios na Saúde do Estado, comandado por um amigo dele, o médico Mouhamed Moustafa, e agora se vê às voltas com a acusação de pagou tratamentos milionários de amigos dele, com dinheiro do Estado, no famoso e caro hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Tanta denúncia faz com que alguns dos principais aliados dele no momento tenham dúvidas de que vai conseguir fazer decolar a candidatura, que pode acabar naufragando antes do esperado.

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