Amazonino decide mudar comandos das Polícias Civil e Militar, após pedidos de demissão

O governador Amazonino Mendes (PDT) determinou mudanças na cúpula dos órgãos do sistema de segurança, que foram anunciadas ontem pelo secretário extraordinário, coronel Walter Cruz. As mudanças feitas no Comando da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), na Delegacia-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e na Corregedoria do Sistema de Segurança fazem parte da implantação do GuardiAM 24 horas, programa de reestruturação do setor, resultado da consultoria da Giuliani Security & Safety.

O novo comandante-geral da PMAM será o coronel José Cláudio Nonato da Silva, que substituirá o coronel David Brandão. O Subcomando Geral ficará a cargo do coronel Ayrton Ferreira Norte, no lugar do coronel Álvaro Cavalcante. O novo chefe do Estado Maior da PMAM é o coronel Carlos Lopes, que sucederá o coronel Júlio Sérgio Costa.

Na Polícia Civil, o delegado Frederico Mendes substituirá Mariolino Brito no cargo de delegado geral, e Ivo Martins assumirá o cargo de delegado-geral adjunto, substituindo o delegado Antônio Chicre Neto.

Para a Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada foi nomeado o coronel Gilberto Gouvêa. Subordinada à Secretaria de Segurança Pública, a pasta é responsável, dentre outras áreas, pela coordenação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e estava sem titular.

A Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública também terá novo titular. Para substituir a delegada Iris Trevisan foi nomeado o coronel PM Hidelberto de Barros Santos.

“Essas mudanças são rotina na administração pública. Precisávamos de perfis para auxiliarem a formatação do programa GuardiAM. Todos fizeram excelente trabalho, e deram importantes contribuições. Todas essas mudanças são no intuito de melhorar a segurança pública”, disse o Coronel Walter Cruz.

BASTIDORES

O coronel David Brandão e o delegado Mariolino Brito não assimilaram muito bem a nova realidade da Segurança e resistiam em obedecer aos comandos do secretário extraordinário, que é uma espécie de ponte entre a consultoria internacional e as forças de Segurança.

Ontem pela manhã Brito foi à sede do Governo e entregou sua carta de exoneração. O governador, então, o chamou para uma conversa e pediu que ficasse. O delegado concordou e decidiu continuar, mas depois, quando se tornou público que Brandão também estaria demissionário, Amazonino repensou e chegou à conclusão que uma mudança imediata seria mais sensata. Optou então pelas substituições.

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