Ajudem-me a entender, por favor

Hitler era nazista (fascista), portanto de extrema direita. No seu delírio imperialista, praticou as maiores atrocidades. Entre elas, e a mais notória, o massacre contra o povo judeu, no episódio que ficou conhecido como Holocausto. Hoje em dia, passados quase oitenta anos, a condenação ao comportamento do Adolf é unânime, com exceção, talvez, de Bolsonaro e Trump.

Muito que bem. Nos dias de hoje, o estado de Israel (judeu) é, por uma dessas ironias da História, governado por homens de extrema direita e, portanto, visceralmente ligados à ideologia fascista. Houve um ataque armado do grupo terrorista Hamas contra Israel. Ao invés de concentrar a repulsa contra os responsáveis pelo ataque, o governo israelense inicia um bombardeio indiscriminado sobre a área física onde, parece, está sediado o tal grupo.

Acontece que, nessa área, vive um povo que não tem nada a ver com o Hamas e que, como os judeus, tem todo o direito de viver sem ser massacrado. Mas está sendo. Já sucumbiram às bombas israelenses dezenas de milhares de civis, incluindo mulheres e crianças.

O Presidente do Brasil se posicionou contra essa matança indiscriminada e Israel e a direita lunática fizeram beicinho. “A comparação é ofensiva”, bradam eles.

Ofensiva, por que? Temos, então, que esperar o governo fascista de Israel matar seis milhões de palestinos, e só aí pedir para dar um basta na estupidez?

Claro que seis milhões não podem ser comparados quantitativamente com quase cinquenta mil. Mas, como não escaparia nem mesmo ao Bolsonaro, a continuar a escalada de bombardeios, por quanto se multiplicarão esses 50 mil?

Ademais, e principalmente, a questão não pode ser apreciada pelo aspecto quantitativo. É preciso ir à essência e reconhecer que o comportamento do governo de Israel é tão criminoso quanto o de Hitler. A não ser que matar menos pessoas seja causa de absolvição.

Por favor, ajudem-me a entender;