Por Carlos Santiago*
A agressão impiedosa da Polícia Militar ao estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás, Matheus Ferreira da Silva, no dia da Greve Geral, só demonstra o despreparo na formação dos policiais militares e a reprodução da cultura de violência imposta pelo Estado aos trabalhadores e aos movimentos sociais que lutam por dias melhores.
A polícia brasileira é muito violenta e isso vem de uma tradição, já que ela foi criada como um aparato para atingir, maltratar, violentar negros, índios e manifestações populares contrárias a Coroa Portuguesa e a nobreza. E, de se certa forma, é isso que acontece ainda hoje nas periferias das cidades e nas manifestações populares reivindicatórias.
E é difícil mudar essa tradição porque o próprio efetivo é selecionado entre uma gama de pessoas que cresceram vendo a violência de perto e quando chegam a polícia, reproduzem o que passaram. Para esse cenário mudar, é necessário mudança no processo de seleção, qualificar a corporação, criar uma cultura de cidadania e de respeito ao Estado de Direito, salários mais dignos e ter mais preparo científico.
E para isso, precisamos de governantes honestos que sejam capazes de não usar eleitoralmente a polícia e dar um outro sentido à política de segurança pública, além de respeitar os valores democráticos.
*O autor é Sociólogo e Advogado
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