A QUESTÃO DA LEALDADE NA “POLÍTICA” (DE ROMA À RIO PRETO DA EVA).

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on print

02

Tomando por base o exercício corrente, dentro do Direito à livre manifestação, e observando atentamente toda história recente do Município de Rio Preto da Eva, me recordo das pesquisas e leituras acadêmicas sobre Ciência Política e da sistematização do Direito, a partir da organização do Estado Romano, passando obviamente pelo período Cesariano, e é óbvio, pelo fatídico episódio da traição de Brutus, sinceramente posso concluir que nada mudou muito na história política.

Considero que, como na vida, uma questão central para o exercício do poder é a lealdade. No Império Romano já era uma questão profundamente analisada.

O governante quando exerce o Poder não pode correr o risco de ser apunhalado pelas costas.

O PROS e o Dr. Ernani Santiago, tem tido , diuturnamente, notícias de que estariam sendo apunhalados de forma violenta por boa parte do parlamento municipal de sua cidade, e, principalmente, por certos líderes (?), e por alguns cargos de confiança (?); fica evidente que o Prefeito em exercício, até por falta de quadros mais leais, corre o risco de ser  mal orientado e, pela sua boa fé, muito ligado à sua própria formação, acreditando em Fadas Madrinhas, entrega poder excessivo aos que, na verdade eram, até ontem, por trás da maquiagem, carrascos do partido e de sua gestão.

A questão pode ser sistematizada.

1.Governantes tendem a reduzir ao mínimo o risco de traições ao indicar parceiros no jogo do poder, mesmo assim cometem erros. MAS A PRIMEIRA CONDIÇÃO para não ser traído é conhecer profundamente a alma do indicado.

2.No caso de “Políticos da base” do Prefeito em exercício, e dos seus cargos de confiança, quem os indicou não tinha nenhuma, ZERO, intimidade com a índole e com o (verdadeiro) caráter dos indicados.

Parte do problema é que o Dr. Ernani, não convive nesse mundo político dos “sem ética e sem princípios morais”, do “poder a qualquer custo”, que parece um serpentário, e portanto não conhece verdadeiramente quem é quem; sempre viveu afastado, de uma maneira até sanitária, em todos os sentidos, mas alguém deveria informá-lo, da “qualidade” moral dos seus líderes e dos seus aspones, mas, infelizmente, parece que o orientador foi péssimo, e nunca foi minimamente um político, e não prevendo desastres tão evidentes, como ser apunhalado como César .

ERRO GRAVISSIMO. Não se indicam para cargos chaves, pessoas de caráter / índole desconhecidas ou notadamente negativas. Boa parte dos seus assessores / lideranças (?), ao menos pelo critério ético, não tinham nenhuma razão para ser indicados para nada, a não ser para o cargo de Judas, seus currículos e biografias profissionais, em termos de realizações minimamente significativas, são quase nulos, na maioria dos casos, apenas alguns anos de Prefeitura, quase sempre bajulando quem estava no poder, sem destaque em termos de produtividade e sem promoção por merecimento,  o que não é currículo para o poder e nem indica capacidade, ou seja, não quer dizer nada.

3.É erro teórico, filosófico, doutrinário e prático achar que numa Democracia o Poder é “republicano”. Só na cabeça de algum desavisado, “pai espiritual”, de todas essas indicações furadas.  A Democracia é apenas um tipo de exercício de Poder mas TODAS AS ARTES DO PODER, descritas por Maquiavel, subsistem numa Democracia: Guarnecer a retaguarda é um dos mandamentos de Maquiavel,  correr o mínimo de riscos de traição é outro mandamento, nenhum governante, nem o mais inocente,  indicaria tantos inimigos políticos, tão evidentes, para postos chaves, é questão de sobrevivência.

Todos os personagens que pretenderão ferrar o Dr. Ernani, nos próximos dias, foram, em vários momentos, personagens que o representaram e se fizeram / fazem passar por aliados / amigos / parceiros, são a reencarnação de Brutus em Rio Preto da Eva.

Resta refletir, reorganizar o grupo, que é pequeno, mas eficiente e aguerrido, agora sem o peso dos falsos aliados/ líderes e aspones desleais, que já anteciparam o calendário eleitoral, para fazer o máximo possível objetivando reduzir as despesas ao valor da receita, que despencou e possibilita muito pouco além de pagar a folha e os custeios previstos na legislação, para tentar, à todo custo, honrar os compromissos da Prefeitura, (principalmente os referentes à salários, fornecedores e tributos federais) que foram feitos de maneira irresponsáveis por vários dos “engenheiros de obras prontas”, que hoje ficam tentando parecer ter ares de salvação da lavoura, como se a esmagadora maioria da população não os conhecesse profundamente, e tivesse na ponta da língua, histórias lamentáveis dos verdadeiros motivos da cidade estar numa crise com rombos em todas as suas contas, há muito tempo, e não a partir de 18/06/2015, como inutilmente tentam fazer parecer alguns pseudos “amigos” do Prefeito.

Ave Caesar morituri te salutant.

Ave, Imperator, morituri te salutant”

Ave, Caezar, morituri te salutant”

Ricardo Gomes

Advogado, Professor Universitário, Escritor.

Ricardo Gomes de Oliveira, um dos mais aguerridos advogados de Manaus, famoso por já ter interrompido licitações fraudulentas e por comprar a briga de categorias profissionais discriminadas pelo status quo.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta