A GUATEMALA E O CASO BRASILEIRO

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“Um dos grandes debates do nosso tempo é sobre quanto do seu dinheiro deve ser gasto pelo Estado e com quanto você deve ficar para gastar com sua família. Não nos esqueçamos nunca desta verdade fundamental: o Estado não tem outra fonte de recursos além do dinheiro que as pessoas ganham por si próprias. Se o Estado deseja gastar mais, ele só poderá fazê-lo tomando emprestado a sua poupança ou te cobrando mais impostos. E não adianta pensar que alguém irá pagar. Esse ‘alguém’ é você. Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos”. Margaret Thatcher

A sensação de que o aumento de impostos é responsável pela “carestia do pão nosso de cada dia” e de que este dinheiro está financiando esquemas de corrupção praticada por membros do alto escalão do governo tende a produzir reações das mais diversas nos cidadãos pagadores de impostos ao redor do mundo.

Por exemplo, no início do mês de setembro deste ano foi noticiado que o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, renunciou em meio a um escândalo de corrupção após a revelação de um esquema conhecido como “La Línea”. Pérez Molina e sua vice, Roxana Baldetti, vinham sendo alvos de inúmeros protestos pedindo sua renúncia desde o mês de abril, quando foi divulgado um relatório com detalhes de um esquema de corrupção envolvendo vários membros do alto escalão do governo. Segundo os investigadores, “La Línea” cobrava suborno aos empresários em troca da isenção parcial ou total de impostos aduaneiros.

Sempre na Guatemala, Barcílio Juracán, que fora reeleito prefeito para o terceiro mandato do vilarejo de Concepción, foi linchado esta semana após denúncias de envolvimento na morte de duas mulheres ligadas ao adversário que ele derrotara nas urnas e que lhe fez uma série de acusações de corrupção e pediu uma investigação de suas contas.

Segundo estatísticas de ONGs, nos últimos 10 anos houve 269 linchamentos na Guatemala, o que equivale dizer que ocorreu 1 a cada 15 dias. O país também possui um dos maiores índices de homicídios do mundo e registra uma média de 15 assassinatos por dia.

“La Línea” ou “Lava jato” representam dois lados de uma mesma moeda: o câncer chamado corrupção. O que difere são as reações de cada pagador de impostos diante do fato escancarado de que estão roubando o nosso futuro.

A mais nova “pérola” do PT continua sendo a máxima de Maquiavel: “os fins justificam os meios”. Daí o “intocável” Lula (?!) vem a público dizer que as pedaladas fiscais serviram para pagar o Bolsa Família ou o Minha Casa, Minha Vida. Na verdade, o débito com a Caixa não chegou a R$ 2 bilhões para pagar os benefícios desses programas federais. Mas chegou a R$ 50 bilhões o déficit do Tesouro para com o Banco do Brasil e com o BNDES para pagar subsídios de programas para grandes empresários; isto é, o “Bolsa Empresário” do governo do PT.

A presidente do PT tem enfrentado inúmeros protestos, membros do alto escalão do seu governo estão envolvidos em denúncias de corrupção, e as contas de seu governo acabaram de ser rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União – TCU. Percebe-se que os pagadores de impostos no Brasil, são muuuito mais tolerantes do que os pagadores de impostos guatemaltecos. Tomo a liberdade de inferir que, se o governo do PT fosse na Guatemala, ou já teria renunciado, ou já teria sido linchado pelos cidadãos pagadores de impostos.

Nilmar Oliveira, mestre e doutorando em Economia pela Universidade Católica de Brasília, foi a grande surpresa da eleição de 2014, obtendo mais de 48 mil votos para deputado federal, sem jamais ter disputado nenhuma eleição. É presidente municipal do PRB.

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Este post tem um comentário

  1. Eliete

    Na Guatemala os Ministros dos Tribunais não escolhidos pelos governantes, o povo guatemalteco vai as ruas e exige a saída dos corruptos e se os seus representantes não aplicam a máxima franciscana do é dando que se recebe, também são obrigados a renunciarem.

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