Por José Ricardo*
Estamos no Natal. Lembramos o nascimento de Jesus Cristo. Dia de festa, presentes, família, oração, símbolos, celebração, solidariedade, reflexão, confraternização.
Há muitas críticas em relação a esse período. Numa sociedade capitalista, cada festejo e celebração virá também o momento para o consumismo.
A tradição da troca de presentes “obriga” as pessoas a comprar, a gastar e a se endividar. Nem sempre o lado religioso transparece a razão do feriado, a figura de Jesus nascendo em circunstâncias especiais, num lugar distante.
Nos relatos bíblicos, especificamente nos evangelhos, Jesus nasceu pobre, num lugar pobre, de uma família igualmente pobre.
Não tinha uma casa, nasceu num estábulo cercado por animais, e foi colocado numa manjedoura forrada com palha.
As primeiras pessoas a visitá-lo foram pastores de ovelhas, trabalhadores pobres do campo.
Tudo isso tem um significado para todos nós nos tempos atuais. Jesus, reconhecido como Filho de Deus, nasceu no meio do povo.
Esse mesmo Jesus em sua vida adulta dedica-se à defesa dos mais sofridos e contra as injustiças e, por isso, foi perseguido, preso, insultado, torturado e morto.
Muitas pessoas distribuem cestas básicas, brinquedos, alimentos, presentes para crianças e famílias carentes. Belo gesto de solidariedade.
Mas será que o Jesus que nasce mais uma vez não espera de todos nós uma solidariedade permanente, ações e políticas públicas que garantam direitos básicos negados à população?
Será que as pessoas não enxergam Jesus presente nos que passam fome e frio, nos sem casa e sem terra, nos sem saúde e educação, nos migrantes e estrangeiros ao nosso redor, nos jovens presos às drogas e atrás das grades, nas mulheres e crianças vítimas da violência, nos desempregados e desalentados?
Que o símbolo do presépio, criado por São Francisco de Assis, possa ser entendido neste Natal. Que as famílias tenham paz e que a solidariedade seja um gesto de doação verdadeira, ajudando a mudar a vida do povo.
Que o menino que nasce em Belém da Judéia, nasça também em nosso coração e seu amor nos transforme em pessoas melhores.
Feliz Natal!
*O autor é economista e deputado federal pelo PT
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