O dia em que ajudei Oscar Schmidt, a lenda que nos deixou hoje, a ficar mais confortável em um voo

Escrevo em primeira pessoa, porque essa história e o personagem merecem. Era 2007 e eu, secretário de Comunicação do Estado, estava em um voo de São Paulo para Washington, nos Estados Unidos. Estávamos a trabalho, indo assinar mais um contrato do Governo do Amazonas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção do Prosamim. Fui ao banheiro e encontrei a lenda Oscar Schmidt sentado na cadeira próxima da classe econômica, visivelmente incomodado. O gigante brasileiro que era respeitado até pelos criadores do basquete se espremia em cadeiras pequena, que deveriam acomodar no máximo alguém com 1m85, não ele.

Como sempre fui muito fã desse cara, procurei o governador Eduardo Braga e relatei o que tinha visto. Ele não pensou duas vezes. Chamou o comissário chefe e disse que queria comprar um upgrade para um ídolo nacional. E o fez. Oscar, informado pela tripulação que alguém o tinha colocado na classe executiva, quis saber quem foi e fez questão de agradecer.

“Essa é uma homenagem do povo do Amazonas a tudo o que você representa”, respondeu o governador. Ele se emocionou. Eu também.

Hoje o grande Oscar nos deixou aos 68 anos, depois de um mal estar em São Paulo. Travava uma luta contra o câncer no cérebro. Deixou muitas alegrias ao povo brasileiro, especialmente à Seleção Nacional de Basquete, que nunca mais foi a mesma depois que ele encerrou a carreira.

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